Cosmam

208 leitos do Hospital Santa Ana estarão abertos até novembro

A abertura gradual dos leitos do SUS já contempla 30 vagas de saúde mental para mulheres adultas

  • Reunião de Comissão discute contratualização do Hospital Santa Ana.
    Comissão de Saúde realizou reunião na manhã desta terça(Foto: Candace Bauer/CMPA)
  • Reunião de Comissão discute contratualização do Hospital Santa Ana. Na foto, o vereador André Carús (ao microfone).
    Vereadores cobraram mais informações sobre postos de saúde(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)

Os 208 novos leitos 100% SUS do Hospital Santa Ana estarão abertos em sua totalidade até novembro. A previsão foi dada pelo gestor de Filantropia da Associação Educadora São Carlos (AESC), Maximiliano das Chagas Marques, na manhã desta terça-feira (20/2), durante a reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), coordenada por seu  vice-presidente, vereador José Freitas (PRB). Conforme Marques, a AESC, entidade que administra o hospital em parceria com a Prefeitura, trabalha com um cronograma mais enxuto para concluir as obras, comprar os equipamentos e dar início à prestação integral dos serviços. “Podemos disponibilizar todos os leitos antes, ainda em setembro. Mas nosso prazo final de abertura, levando em conta eventuais problemas que venham a ocorrer, é novembro”, afirmou.

Localizado em área de cerca de cinco mil metros quadrados que estava desativada no Hospital Espírita, o Santa Ana terá 55 leitos de longa permanência, 69 de retaguarda clínica, 10 em Centro de Terapia Intensiva (CTI), 14 de retaguarda clínica para CTI e 30 de saúde mental para adolescentes. Ouros 30 leitos de saúde mental para mulheres adultas já estão em funcionamento, desde o dia 20 de janeiro, de acordo com Marques.

Retaguarda

O Santa Ana será voltado à retaguarda clínica para pacientes de média complexidade e alta dependência, como idosos, que demandam cuidados de menor densidade tecnológica, conforme explicou a enfermeira Tatiana Breyer, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A entidade atenderá apenas egressos dos hospitais de alta complexidade, emergências e pronto-atendimentos de Porto Alegre, encaminhados pela regulação da SMS. “O Santa Ana será o hospital dos hospitais, dando suporte à rede de saúde já existente.” Breyer destacou que a capital dispõe de cerca de 5 mil leitos, distribuídos em hospitais universitários, de média complexidade e especializados, e carecia de um centro de suporte como o Santa Ana. 

O vereador André Carús (PMDB) disse que o esforço de todos deve ser para o cumprimento do cronograma mais enxuto possível. “A Câmara está à disposição para ajudar no que for preciso para que a gente abra, definitivamente, os 208 novos leitos o mais rápido possível.” Cobrou ainda a mesma transparência com relação à divulgação do cronograma de implantação do horário estendido de outras seis unidades de saúde. “Temos dois pronto-atendimentos funcionando até as 22h, mas a promessa é que seriam oito. Seria interessante o governo divulgar quando e quais postos terão serviços até mais tarde.”

Saúde mental

Ao afirmar que a rede de saúde mental da capital é deficitária, o vereador Aldacir Oliboni (PT) destacou que os 60 leitos de saúde mental que serão disponibilizados no Santa Ana não deverão ficar vazios. “Vamos fiscalizar para ver se de fato a regulação vai funcionar e absorver esta alta demanda, que hoje se vê em Unidades de Saúde como a Cruzeiro”, disse Oliboini, ao cobrar a criação de um órgão fiscalizador do Hospital Santa Ana. 

João Marcelo Lopes Fonseca, da SMS, informou que a prefeitura irá abrir, em breve, novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) em pontos estratégicos da cidade, para complementar a rede de saúde mental. “Vamos ampliar o número de CAPs para filtrar melhor os pacientes. Este é o elo da corrente que falta para otimizar, potencializar e complementar a rede e os recursos e disponíveis.”

Também participaram da reunião os vereadores Mauro Pinheiro (Rede) e Paulo Brum (PTB), Maurício Cunha, da prefeitura, e Arlete Fante, da AESC.  

Texto: Cibele Carneiro (reg. prof. 11.977)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)