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Cece discute necessidade de concurso para monitores na educação infantil

Falta de monitores nas EMEI - Escolas Municipais de Educação Infantil.  Presentes Vinicius Escobar e Soraia Santana da SMED para informações.
Representantes da educação municipal explicaram os encaminhamentos da secretaria(Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA)

A falta de concurso público é a causa do impedimento para a contratação de monitores em escolas municipais de educação infantil. Esse foi o tema discutido na tarde desta terça-feira (9/7) na Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre. Conforme o vereador Alex Fraga (PSol) - presidente da comissão, existe uma grande carência de recursos humanos em profissionais de monitoria para exercer rotinas essenciais na rede pública da capital.

Fraga lembrou que a carência de monitores é de 24 servidores, além de 15 estagiários e de 2 professores. Segundo ele, isso prejudica a prestação dos serviços. “Sabemos que existem algumas diretrizes na Secretaria Municipal de Educação (Smed), mas a insuficiência muitas vezes é irreparável e há turmas que acabam sendo dispensadas por falta de profissionais e não há concurso para suprir”, lamentou. O vereador sugeriu que a Smed faça "uma aproximação dos alunos das escolas que cursam magistério, nas Escola Emílio Meier e Liberato Salzano, para aproveitá-los nessas vagas existentes e assim suprir as necessidades no quadro”.

Preocupação

A representante da Emei Maria Marques Fernandes, Isabel Ranzolin, reclamou de turnos até às 19 horas para os quais faltam de monitores. “Minha maior preocupação é com aqueles alunos que tem o turno estendido e que até o fim do ano, poderão perder seus monitores”.

Mãe de aluno Rosângela Regner disse que tentou fazer inscrição de suas filhas para uma escola de educação infantil, mas não conseguiu colocar as duas na mesma escola. Ela disse sofrer pela falta de monitores, pois acaba chegando na escola depois do horário do término das aulas. Uma de suas filhas já sofreu um acidente, como contou ainda ela, por ter ido embora sozinha. “Minha filha atravessou a rua em frente à escola e foi atropelada, não posso mais correr este risco, queremos uma solução, os monitores são muito importantes”.

Seleção

A diretora de Recursos Humanos da Smed, Sônia Santana, informou que desde 2018 há um concurso em fase de abertura, o qual está sendo analisado por banca examinadora da prefeitura, com processo de execução para esse ano. “Existe uma sazonalidade de trâmite que precisa ser analisada, pois no último concurso haviam 419 vagas, sendo que 157 foram exonerados, por desistência ou por terem passado em outros concursos”, explicou.   

Outra questão é sobre estagiários que agora passam por um banco para inscrição feito pela própria prefeitura que faz a seleção dos candidatos. “Como processo acaba sendo bem seletivo, muitos alunos desistem e as vagas ficam desocupadas. Temos casos de 950 estudantes inscritos, com 150 selecionados e destes, 79 retornam para a contratação, a média é bem inferior ao que desejamos”.

Sônia enfatizou ainda que melhorias estão sendo feitas tanto no processo de execução dos concursos como da seleção dos estagiários, para que os alunos das escolas infantis não sejam prejudicados. “Existe uma preocupação na qualificação desses profissionais e buscamos com afinco o melhor método para que tantos os monitores quanto os estagiários possam exercer suas funções com qualidade, para isso precisamos de acompanhamento e analise nos processos”.

Encaminhamento

Os vereadores da Cece definiram enviar documento para a Smed sugerindo que, quando forem realizados os concursos de profissionais para a educação infantil, se incluam vagas de cadastro de reservas também para monitores, tendo em vista a grande demanda nas escolas municipais. “Assim vamos poder garantir que se feche uma lacuna no processo educacional e se garanta maior qualidade de ensino para os alunos municipais”, ressaltou Alex Fraga.

Também estiveram presentes os vereadores Engenheiro Comasseto (PT), Alvoni Medina (PRB), Cassiá Carpes (PP) e Mauro Zacher (PDT), além de representantes de Emeis e pais de alunos.

Texto

Priscila Bittencourte (reg. prof. 14806)

Edição

Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)

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