CECE

Cece discute situação do Parque Farroupilha

  • Parque Redenção e as suas transversalidades com esporte, cultura, educação e juventude. Ao microfone, coordenador do Conselho de Usuários e Amigos do Parque Farroupilha (Redenção), Roberto Jakubaszko.
    “Nossa ideia é manter vivo o parque com os seus 69 hectares”, disse Roberto Jakubaszko (ao microfone)(Foto: Débora Ercolani/CMPA)
  • Parque Redenção e as suas transversalidades com esporte, cultura, educação e juventude.
    Vereador Professor Alex Fraga (ao microfone), que preside a Cece, coordenou a reunião(Foto: Tonico Alvares/CMPA)

A Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece) da Câmara Municipal de Porto Alegre se reuniu, na tarde desta terça-feira (3/11), para debater sobre a situação do Parque Farroupilha, também conhecido como  Parque da Redenção, e todos os espaços que o compõe. Coordenada pelo presidente da Cece, vereador Professor Alex Fraga (PSOL), o encontro foi proposto pelo integrante do Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, Roberto Jakubaszko, e também contou com a presença de outros representantes do município.

“Nossa ideia é manter vivo o parque com os seus 69 hectares”, disse Jakubaszko. Na oportunidade, ele mencionou os quatro recantos que integram a Redenção: o roseiral, que, segundo ele, “já não tem mais rosas”; o oriental; o europeu (próximo ao Araújo Vianna); e o alpino. Além disso, mencionou os espaços destinados à cultura, reforçou a utilização do Ramiro Souto (dentro da Redenção) para o atletismo, falou que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) tem parte do seu campus naquela zona e sublinhou que, “por mês, cerca de um milhão de pessoas passam pelo local”.

Jakubaszko também descreveu algumas diminuições ocorridas na área. Recordou que já não existe mais o Café do Lago e que o Minizoo foi suprimido. Por isso, ao reforçar a proposta de manutenção da Redenção, sugeriu que a sociedade, juntamente com outros poderes, “estabeleça um conceito do propósito da Redenção”. Segundo o conselheiro, por exemplo, “com a preservação do parque, haverá um consequente investimento na saúde dos porto-alegrenses, pois eles terão a oportunidade de se exercitar mais e usufruir da rota que também é migratória de animais”.

Entidades

Para Júlio César de Quadros, conselheiro do Orçamento Participativo, existe a necessidade de ser construído um memorial com esculturas e fotografias. “A Redenção tem mais de 200 anos e, talvez, a construção desse memorial seja a nossa principal luta.” No entendimento dele, quando as pessoas têm o conhecimento dos locais que frequentam, elas acabam gostando mais desse local. “Por isso, precisamos fazer com que a sociedade conheça a Redenção”, enfatizou Quadros. 

“O parque é muito importante não só no ensino, mas na preparação física dos militares”, afirmou o capitão Stive Andreson Soares Pereira, que é chefe da Seção de Educação Física do Colégio Militar de Porto Alegre. Stive enfatizou ainda a preocupação com a segurança de dentro e do entorno da Redenção. “Como usamos todo o parque, desde a pista de atletismo até o campo de futebol, os nossos soldados acabam fazendo a segurança dos alunos - o que não é o ideal, pois eles têm as suas próprias demandas”, falou. 

Ainda na questão da segurança, a presidente da Associação dos Veteranos Gaúchos de Atletismo (Avega), Rosa Maria Ibarra Biléssimo, fez o mesmo apontamento. “A nossa sede já foi assaltada por falta de segurança.” Como resultado, Rosa Maria salientou que as pessoas acabam desistindo de frequentar o parque e que isso acaba influenciando no envelhecimento social pela falta da prática esportiva. 

Janna Silveira, que representou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), trouxe informações sobre o Ramiro Souto. “É um serviço de esporte oferecido gratuitamente à comunidade”. Durante a reunião, Janna citou os mais de 400 alunos e as inúmeras atividades proporcionadas, inclusive pela secretaria, e observou que as vagas, de todas as atividades, são divulgadas no site da Prefeitura.  

“Há a falta de manejo adequado nas áreas da Redenção, pela Smams, com a ausência de técnicos e biólogos”, afirmou José Fonseca, conselheiro do Conselho do Plano Diretor de Porto Alegre (CMDUA). Na oportunidade, Fonseca observou que a cidade tem perdido as suas espécies e os seus recantos. Ressaltou que, lamentavelmente, a qualquer momento, um eucalipto, “que é 90% de água, pode acabar caindo em um pessoa e matá-la”, ou repetir a ocorrência do ataque por um “enxame de abelhas”. O profissional fez um apelo ao Legislativo para “que repense os processos do Executivo e as qualidades das demandas enfrentadas pela população”. 

Vereadores

Professor Alex Fraga destacou que “espaços mal cuidados acabam facilitando a drogadição” e outras práticas negativas. Para tanto, o parlamentar mencionou uma lista de ações a serem implementadas: o encaminhamento, ao Executivo, de um Projeto Indicativo sugerindo à prefeitura que construa um memorial; um pedido de providência para a manutenção, principalmente, das árvores arbóreas; a construção de uma mostra fotográfica com imagens doadas pela população, do parque, ao longo de gerações; a solicitação de qual é, de fato, o tamanho da Redenção, e quais são os seus bens tombados; e de como está a sua segurança, o seu monitoramento eletrônico e o seu efetivo que comanda as câmeras instaladas no parque. 

Além do vereador Professor Alex Fraga (PSOL), também estiveram presentes o vice-presidente da Cece, Cassiá Carpes (PP), e o vereador Mauro Zacher (PDT). Dentre as entidades participantes, estavam representantes da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), assim como usuários do Parque Farroupilha.

Texto

Bruna Schlisting Machado (estagiária de Jornalismo)

Edição

Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)

Tópicos:RedençãoParque Farroupilha