Escolas municipais podem ter Programa de Meditação e Inteligência Emocional

Métodos utilizados possuem resultados positivos em escolas do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Rio Grande do Sul

Vereador Marcio Bins Ely
Vereador Márcio Bins Ely (PDT)(Foto: Ederson Nunes/CMPA)

O projeto de lei 02681/16 que cria o Programa de Meditação e Desenvolvimento da Inteligência Emocional nas escolas públicas da rede municipal de ensino está em tramitação na Câmara Municipal de Porto Alegre. De autoria do vereador Márcio Bins Ely (PDT), o projeto possui, segundo ele, resultados significativos em outros municípios brasileiros e produzirá implicações positivas nos mais variados âmbitos da sociedade, como em saúde, segurança, educação e bem-estar social. “A transformação social iniciará na escola”.

A educação brasileira atual enfrenta diversos problemas com o esgotamento do corpo docente, condições ruins de trabalho, poucos recursos, salas lotadas e insegurança. Como consequência, há baixo desempenho escolar, altas taxas de reprovação e abandono, segundo os dados do Censo Escolar realizado em 2015 no Rio Grande do Sul. Por isso, conforme Bins Ely, é necessário desenvolver intervenções preventivas para evitar a deterioração da saúde e da autoestima dos professores, além de melhorar o desenvolvimento dos alunos através da meditação mindfulness e do desenvolvimento da inteligência emocional. “A meditação demonstra resultados positivos na estimulação do desenvolvimento cognitivo, favorecendo a atenção e a concentração dos alunos e professores, reduzindo o estresse e o comportamento violento e possibilitando uma atmosfera de aceitação, cuidado e encorajamento nas salas de aula”, explica o vereador.

Já a alfabetização emocional, criada por Daniel Goleman, prevê o desenvolvimento de competências sociais e emocionais de crianças e adolescentes por meio da autoconsciência, tomada de decisões, comunicação, automotivação, autoaceitação, responsabilidade pessoal, resolução de conflitos, entre outros. Os métodos que serão adotados pelo Programa possuem resultados comprovados em escolas do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Rio Grande do Sul e em países como Estados Unidos, Inglaterra, Finlândia, Japão, China e Índia. Sem a necessidade de modificação do currículo ou de inserção de novas disciplinas, a atividade dura entre cinco e quinze minutos por dia e pode ser incorporada a disciplinas e atividades já existentes.

“Esse projeto pretende utilizar a meditação e a inteligência emocional para aprimorar o processo educativo das escolas de Porto Alegre, promovendo a melhora da concentração e do desempenho cognitivo e cerebral dos estudantes, diminuindo a impulsividade, o envolvimento com as drogas e a violência”, defendeu o pedetista.

Texto: Cleunice Maria Schlee (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)