- Atualizada em 15/05/2018 14:14

Nagelstein participa de palestra sobre caso Watergate

Presidente Valter participa de palestra no Comando Militar do Sul.
Presidente prestigiou palestra no CMS(Foto: Tonico Alvares/CMPA)

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Valter Nagelstein (PMDB), participou na manhã desta terça-feira (15/05) de palestra sobre o caso Watergate, promovida pelo Comando Militar do Sul (CMS), no auditório de sua sede, no Centro Histórico. Proferida pelo desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, a palestra teve como tema “O caso Watergate e as suas implicações nos tribunais americanos cotejando as considerações aplicáveis à realidade brasileira atual”. O encontro integra o Ciclo de Palestras Conjuntura Nacional e Internacional, do Núcleo de Estudos Estratégicos do CMS. O caso Watergate foi o escândalo político que culminou com a renúncia do presidente americano Richard Nixon, em 9 de agosto de 1974.

Ao destacar que "conhecimento nunca ocupa espaço", Nagelstein disse que é importante conhecer a interface entre a Justiça americana e a realidade política dos Estados Unidos e o que está acontecendo atualmente no Brasil, a partir da “democracia judicial”, que considera um fenômeno negativo. “Quero ouvir o desembargador Thompson Flores, que merece todo nosso respeito e gratidão, na medida que está nos ajudando na Câmara com o SEI (Sistema Eletrônico de Informações), que é o processo eletrônico, para ver qual é a visão do Judiciário com relação a estas questões todas.”

Caso Watergate

Após uma invasão, em 1972, ao escritório do Partido Democrata americano em Washington, no conjunto de edifícios Watergate, investigação do jornal Washington Post, que perdurou por dois anos, culminou com a renúncia do presidente republicano Richard Nixon. A invasão ocorreu durante a campanha eleitoral e o presidente foi reeleito com larga margem de votos. 

Durante a investigação, que contou com a ajuda de um informante anônimo do FBI apelidado de “Garganta Profunda”, evidências ligaram o esquema de espionagem a Nixon, levando o Senado a criar uma comissão para investigar o caso. Dois assessores e quatro integrantes da equipe presidencial foram condenados. 

Fitas, que demonstravam que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais, foram apreendidas. O material, porém, havia sido editado e alguns trechos removidos. Em 24 de julho de 1974, Nixon foi julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos e obrigado, por unanimidade, a apresentar as gravações originais, que comprovaram seu envolvimento na ação criminosa. Consequentemente, seria aberto o processo de impeachment. Porém, 16 dias depois, Nixon renunciou à presidência. O vice-presidente Gerald Ford tomou posse e, um mês depois, concedeu perdão absoluto a Nixon por qualquer crime cometido como presidente. 

Texto: Cibele Carneiro (reg. prof. 11.977)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)