- Atualizada em 11/06/2018 17:50

Sessão Ordinária / Lideranças - Comunicações

  • Movimentação de plenario. Na foto: vereador Aldacir Oliboni
    Aldacir Oliboni (PT) lamentou situação de abrigos(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)
  • Movimentação de plenario.
    Dr. Goulart (PTB) falou sobre campanha contra o câncer(Foto: Tonico Alvares/CMPA)

Na sessão ordinária desta segunda-feira (11/6) da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereadores e vereadoras trataram do seguintes assuntos nos tempos de Lideranças e no período de Comunicações:

IPTU - Moisés Barboza (PSDB) confirmou que será utilizado pelo Executivo um simulador da planta de valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Segundo o líder do governo municipal, houve uma reunião entre o secretário municipal da Fazenda, Leonardo Busatto, vereadores da base de apoio à Prefeitura e independentes. Barboza afirmou que o Executivo está tomando todos os cuidados necessários para não atingir o sigilo fiscal dos contribuintes de Porto Alegre. (ML)


CIDADE- André Carús (MDB) falou do cumprimento de uma decisão judicial, pela Prefeitura, de interdição do casarão azul na esquina das ruas Riachuelo e Marechal Floriano Peixoto, o que prejudicou o trânsito e o comércio na região. Solicitou um posicionamento da EPTC, apesar de reconhecer seus esforços para resolver o problema. Também se mostrou preocupado com as Àreas Azuis. Segundo ele, há uma solicitação não atendida do vereador Mendes Ribeiro (MDB) sobre o tema. Carús afirmou que todos os parquímetros estão sujeitos ao vandalismo ou já foram depredados, o que facilita o “achaque dos flanelinhas”. Por fim, criticou o Executivo pela urgência para votação do projeto de revisão do IPTU. (ML)

CONDUÇÃO – Rodrigo Maroni (Pode) criticou o que denominou de falta de condução política por parte de líderes do Sindicato dos Municipários (Simpa) e de vereadores em relação aos servidores do Município. Como explicou, após a votação realizada na quarta-feira, quando foi mantido o regime de urgência para a tramitação de um dos projetos do Executivo que tratam do funcionalismo, ele recebeu diversas mensagens "de gente desinformada”. O vereador garantiu que sempre vota pelos servidores e pelo serviço público e disse não precisar justificar seus votos. "Confesso que ando irritado e, pela primeira vez, estou pensando em votar contra, pois recebi tanta mensagem descarada”, afirmou. (HP)

URGÊNCIA – Tarciso Flecha Negra (PSD) lembrou que, sempre que há um pedido de tramitação com urgência de algum projeto na Casa, ele vota favoravelmente. “É sempre assim quando vem o pedido”, salientou, lembrando que isso se limita à questão da tramitação e não ao teor da proposta. “Mas, no momento de votar emendas ou projetos, aí, sim, voto com o coração.” O vereador falou ainda que galerias cheias ou pressão não lhe impressionam ou mudam o voto. “Passei muito sufoco na minha vida, no futebol nunca corri do campo, sempre joguei até o fim”, salientou e completou: “Não vou correr aqui também. Meu voto está no coração. Aquilo que acho que é direito, vou votar, e ninguém vai me induzir”. (HP)

LERDOS – “Não serão os grandes que engolirão os pequenos, serão os mais rápidos que triunfarão sobre os lerdos”. Conforme Sofia Cavedon (PT), esta foi a frase de estímulo apresentada pelo Executivo em reunião realizada no sábado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior com secretários e cargos comissionados (CCs) da Prefeitura, onde havia mais de 700 pessoas. “Que prefeito é este que diz ser preciso engolir os lerdos?”, questionou. “E que lerdos serão esses?”, acrescentou, ao citar como hipótese os cidadãos de Porto Alegre – “que ele (Marchezan) tenta convencer que o IPTU é bom” -, os permissionários do Mercado Público – “que deverão demonstrar experiência em gestão de shopping center” -, ou os vereadores –, “a quem ele impõe regime de urgência em projetos, sem respeitar os trâmites da Casa”. Sofia lembrou ainda que, na campanha, Marchezan prometeu diminuir o número de CCs na Prefeitura. (HP)

GOVERNO - Moisés Barboza (PSDB) criticou vereadores que colocam “lenha na fogueira” nas propostas entregues pelo Executivo. “A má-fé tem limite”, frisou. Para Moisés, a reunião realizada pelo prefeito, no Anfiteatro da Amrigs, para tratar questões da cidade, foi uma atitude extremamente louvável. “Parabenizo o governo por ter se reunido para dar agilidade ao serviço público da cidade”, disse. Quanto aos cargos comissionados na Prefeitura, o vereador alegou que são os CCs que dão continuidade ao trabalho na gestão pública quando há paralisações dos municipários. Ele também afirmou que o Dmae não será privatizado, e que a população pede por serviços mais ágeis na cidade. (MF) 

GOVERNO II - Fernanda Melchionna (PSOL) disse que é preciso debater a atual situação na Câmara. Diante dos projetos encaminhados pelo prefeito, a vereadora os classificou como um pacote que massacra os servidores públicos. Conforme Fernanda, o prefeito faz uma tentativa de alinhar o cabide de empregos e o favorecimento de interesses privados, que significam menos respeito, menos salário e menos autonomia para o servidor. “Um atropelo que significa a perda de direitos da categoria”, definiu. Com a aprovação das propostas do Executivo, a vereadora acredita no desmonte de áreas sociais e na ameaça de privatização de conquistas da cidade.  (MF) 

GOVERNO III – Para Clàudio Janta (SD), a reunião do prefeito com seus funcionários no Anfiteatro da Amrigs mostra que é uma gestão cega por não enxergar os problemas da cidade. “Porque a cidade está esburacada, o mato tomando conta”, acrescentou. De acordo com ele, o prefeito não gosta do servidor público, lança programas para acabar com moradores de ruas e prejudica a população com a nova proposta do IPTU. Janta ainda questionou sobre os CCs da Prefeitura, que, conforme ele, deveriam ser cargos extintos. Em sua convicção, o pacote de projetos do Executivo deixaria Porto Alegre sucateada. “Vamos seguir lutando para melhorar essa cidade que tanto amamos", completou. (MF) 

GOVERNO IV - De todas as questões levantadas até então, Marcelo Sgarbossa (PT) declarou que a eleição do atual prefeito foi um erro para a cidade. A ameaça de privatização dos setores públicos do Município foi um dos pontos destacados por ele, que falou em defesa da Carris. Ao relatar a situação crítica dos albergues de Porto Alegre, o vereador disse que o prefeito não dá a atenção mínima às questões mais importantes da cidade.  Em crítica à postura adotada por Marchezan na reunião no Anfiteatro da Amrigs, o vereador falou que o prefeito mostra a concepção típica de um setor privatista, com foco na lógica competitiva. “Na há nada de visão solidária com a cidade", lamentou. (MF) 

FASC - Aldacir Oliboni (PT) lamentou que o governo de Porto Alegre, mais uma vez, tenha saído criticado nas capas dos jornais. Desta vez, a imprensa denunciou a inexistência de estrutura básica para atendimento nos albergues municipais da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), onde faltam lençóis e toalhas. Outro problema da Fundação, segundo o vereador, é o grande déficit de funcionários, estimado em até 700. Além disso, Oliboni criticou o investimento de R$ 3 milhões do Executivo em consultoria para privatização da Carris. “É um governo que tende a reprisar o ano passado com projetos para aumento do IPTU, atacando os servidores públicos e sucateando a Fasc para depois justificar sua privatização”, complementou. (AM)

CÂNCER - Dr. Goulart (PTB) enalteceu a adesão à campanha contra o câncer realizada na semana passada. “Muito me agradou o grande comparecimento. Uma das minhas contribuições se deve a minha experiência em interpretar exames preventivos”, disse. Ele reiterou que a frequência do exames preventivos é fundamental, visto que três exames sem detecção da presença do HPV garantem que a mulher não desenvolverá câncer do colo do útero nos anos seguintes. “Mesmo se sair da Câmara, espero que este projeto continue. É uma maneira de prevenir o câncer. Façam exames preventivos”, concluiu. (AM)

ESPORTE - Cassiá Carpes (PP) reiterou que, com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol, deve-se garantir a proximidade dos jovens com os esportes. “O esporte é educacional. É uma escola da vida. Eu mesmo não estaria aqui se não fosse o esporte. É a juventude que alavanca a sociedade, mas isso começa com esportes e estudo”, disse. De acordo com o parlamentar, a prática esportiva ajuda no rendimento escolar e aproxima a família. “Temos que valorizar a família. A escola aproxima a família. Quem pratica esporte terá outra mente. Terá futuro”, afirmou. (AM)

ESTADO - Comandante Nádia (MDB) destacou que, apesar da crise econômica, o Estado do Rio Grande do Sul apresenta certos pontos positivos, como agronegócio e indústria, comércio varejista e turismo. Todavia ela lamentou que deputados estaduais rejeitaram a antecipação do plebiscito para a privatização das fundações e empresas estatais. Considerou que os deputados aplicaram um discurso demagógico e irresponsável que poderá trazer consequências sérias para as futuras gerações. “É inadmissível manter esta estrutura falida, afetando a disponibilidade de serviços básicos como segurança, educação e saúde. O interesse público é pela garantia da qualidade de vida”, concluiu. (AM)

Textos: Matheus Lourenço (estagiário de Jornalismo)
            Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154) 
            Munique Freitas (estagiária de Jornalismo)
           Alex Marchand (estagiário de Jornalismo)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)