Plenário

Sessão Ordinária/ Lideranças e Comunicações

  • Tribuna Popular com a Associação Gaúcha de Escritores (AGES) sobre o veto do prefeito ao Programa Adote um Escritor. Na foto, vereadora Sofia Cavedon
    Vereadora Sofia Cavedon (PT)(Foto: Ederson Nunes/CMPA)
  • Tribuna Popular com a Associação Gaúcha de Escritores (AGES) sobre o veto do prefeito ao Programa Adote um Escritor. Na foto, vereador Luciano Marcantõnio
    Vereador Luciano Marcantônio (PTB)(Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Na sessão extraordinária da Câmara Municipal de Porto Alegre, desta segunda-feira (12/3), os vereadores falaram dos seguintes temas nos tempos de Lideranças e Comunicações:

EDUCAÇÃO - Em seu pronunciamento, Sofia Cavedon (PT) afirmou que a bancada de oposição considera extremamente importante a existência do programa Adote um Escritor. Para ela, o governo ainda não entendeu o impacto do projeto para a cidade. Conforme Cavedon, não se trata de um evento pontual, mas sim um processo de um ano inteiro que conduz o trabalho de literatura das escolas municipais, contribuindo para diferentes níveis de ensino. Ela relatou também que o fato de aparecerem recursos depois de movimentos feitos pela Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura “já é uma grande vitória” e defendeu a necessidade de mais investimento no projeto.  (MF)

EDUCAÇÃO II - Luciano Marcantônio (PTB) registrou seu posicionamento, como vice-líder do governo, em relação ao programa Adote um Escritor. Para ele, a importância do projeto não é o que está em discussão para o governo municipal. O vereador argumentou que nesta gestão foi mantido o recurso destinado ao programa, bem como seu desenvolvimento. Para ele, graças às medidas adotadas na política pedagógica dialogada com escolas foi possível viabilizar mais horas de professores e alunos em salas de aula. "Estamos em um caminho muito bom em Porto Alegre na questão da educação". Marcantônio ainda afirmou que o projeto Adote um Escritor é muito importante, mas que o veto à emenda parlamentar que destina recursos ao programa em 2018 é puramente técnico. "Mesmo que o governo quisesse dar, estaríamos interferindo na constituição. É uma verba ilusória". (MF) 

EDUCAÇÃO III - Em resposta ao discurso de Luciano Marcantônio, a vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) manifestou seu descontentamento com o prefeito e disse que a única ilusão seria acreditar veementemente no governo, depois dos acontecimentos no ano de 2017. "O Marchezan quase acabou com o projeto (Adote um Escritor]. Só não acabou porque houve mobilização nas escolas, na Feira do Livro e na Câmara". Para Melchionna, o município liberou uma verba insuficiente para o programa. Segundo ela, o Legislativo deve dar uma reposta a favor da iniciativa com a derrubada do veto que destina verbas para o projeto.  (MF) 

ANIMAIS - Rodrigo Maroni (PODE) manifestou sua indignação com a falta de punição para crimes cometidos contra animais. Ao relatar um caso de agressão de uma suposta cuidadora de animais que realizou um procedimento de castração sem uso de anestesia em um cão na Capital, o vereador reclamou que os agressores nunca vão presos devido a falhas na Justiça, pois com a não exigência do comparecimento dos acusados, os crimes acabam sendo arquivados. "Assim, a luta pelos animais se torna muito difícil", declarou o vereador. Ele também disse que é preciso ter sensibilidade e expor quem comete os crimes. "O único caminho é o constrangimento público". (MF) 

EXECUTIVO - Adeli Sell (PT) citou questões importantes que devem ser resolvidas pelo governo: incentivo à cultura (projeto Adote um Escritor), dos recicladores, da guarda municipal e do transporte coletivo. O parlamentar considera que o os contratos do sistema de transporte são atualmente realizados de maneira insustentável, visto que são firmados em uma condição que é rapidamente alterada, sem segurança jurídica para todos os participantes. Outros pontos de crítica do parlamentar foram em relação à falta de recursos para a procissão do Morro da Cruz, que é um evento histórico e cultural, incluso no calendário do município, e a já recorrente lentidão no atendimento de serviços que são considerados essenciais à cidade como a poda, a limpeza e a manutenção do asfalto das vias. “Porto Alegre começou um processo de retrocesso que se iniciou ainda na década de 1970, com a interrupção do serviço dos bondes”, lamentou Adeli. (AM)

Texto: Munique Freitas (estagiária de Jornalismo)
           Alex Marchand (estagiário de jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)