- Atualizada em 16/05/2018 12:04

Projeto dá nome de Heloisa Weinreb a escola no Belém Novo

Na tribuna: Vereador Valter Nagelstein
Vereador Valter Nagelstein (MDB) é o proponente(Foto: Carolina Andriola/CMPA)

Está em tramitação, na Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto de lei do legislativo nº 014/18, de autoria do vereador Valter Nagelstein (MDB), que denomina Escola de Educação Infantil Professora Heloisa Weinreb o equipamento público localizado na Rua Eustáquio Inácio da Silveira, 290, no Bairro Belém Novo. Heloisa Weinreb nasceu em Porto Alegre, em 27 de novembro de 1963, e faleceu aos 49 anos de idade, em maio de 2013. Graduou-se em educação física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1980.

Heloisa estudou piano e técnica vocal e deixou uma filha, Nicole. Na vida acadêmica, dedicou-se à educação musical infantil, tendo lecionado na década de 1990 na escola Carrossel e, entre os anos 2000 e 2009, no Colégio Israelita Brasileiro. Entre os anos de 1993 a 2013, até vésperas de seu falecimento, Heloisa dedicou-se às atividades na Sinagoga Centro Israelita Porto-Alegrense, onde atuava como cantora litúrgica, a chamada Chazanit, bem como em eventos da comunidade judaica. Nagelstein lembra que “envolvida no meio cultural e religioso da comunidade judaica de Porto Alegre, Heloisa Weinreb, em uma época em que não havia mulheres inseridas nessa atividade, soube sobressair-se”.

Sobre a homenageada, Nagelstein comenta: “O sucesso profissional de Heloisa Weinreb, segundo seu colega Marcelo Goldstein Spritzer, foi uma grande força precursora para que o cenário sinagogal porto-alegrense pudesse se modificar, sendo introduzidos com mais normalidade os instrumentos musicais, as músicas de um estilo mais próximo do público jovem e a participação da congregação durante os serviços, que foi cada vez mais valorizada. Com certeza, sem a coragem de Heloisa Weinreb para desbravar esse território, o cenário musical atualmente não seria o mesmo. Com esse jeito sempre doce de cantar, também era o modo com que lidava com seus colegas de trabalho e com que tratava dos assuntos profissionais, deixando um clima leve, tão necessário nesse trabalho que envolve ao mesmo tempo a religião, o contato com o sagrado e a ansiedade da exposição ao público”.

Texto: Matheus Lourenço (estagiário de jornalismo)
Edição: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)