Sem “grenalização” pelo Centro Histórico

Jornal do Comércio - edição de 14/03/2017
Jornal do Comércio - edição de 14/03/2017(Foto: )

A atual situação do Centro de Porto Alegre está um verdadeiro absurdo. O trabalho informal se propaga sem fronteiras e nossas calçadas ficam praticamente intransitáveis, gerando uma questão não apenas de humanidade, mas de higiene.   Não podemos mais permitir isso!

Tenho vasto conhecimento no tema, pois no período em que fui titular da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC), promovi diversas ações visando o desenvolvimento econômico e social da Capital: o combate à pirataria, a geração de emprego e renda, a qualificação de mão de obra e a redução da burocracia na abertura de novas empresas, com a criação do Alvará na Hora e o Provisório.

Durante minha gestão, fizemos a implementação do Camelódromo, hoje Pop Center, o que mudou a cara do Centro de Porto Alegre. Logo, a primeira providência que tomei quando fui Secretário foi retirar todos os vendedores que comercializavam frutas em caixotes no chão, muitas delas sujas e sem condições de consumo. Os ambulantes foram inseridos nas feiras existentes no município, se qualificaram e se formalizaram. Infelizmente, hoje, as frutas estão novamente nas calçadas do nosso Centro.

Acredito que precisamos nos juntar e nos organizar. Nas questões comuns da cidade, não pode haver  “grenalização” entre  “governo” e  “oposição”, justamente porque interessam à população como um todo. Temos que auxiliar a Prefeitura e seus fiscais, pedindo que a Brigada Militar, mesmo sem ter convênio assinado, ajude a retirar esse pessoal que está trancando as calçadas. Não só os que vendem, como os que distribuem as frutas, os caminhões que as descarregam etc.

É preciso atenção e carinho com o Centro Histórico e a valorização de todas as regiões da cidade. Espero, sinceramente, que a atual Administração devolva o Centro limpo e livre de pirataria. Eu estou junto para resolver isso, pois já fiz e posso ajudar a fazer novamente.