- Atualizada em 06/03/2017 17:56

Sessão ordinária - Grande Expediente/ Lideranças

  • Vereador André Carús na tribuna.
    Vereador André Carús (PMDB) (Foto: Tonico Alvares/CMPA)
  • Vereadora Fernanda Melchionna na tribuna.
    Vereadora Fernanda Melchionna (PSOL)(Foto: Josiele Silva/CMPA)

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (6/3), os vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre debateram, nos tempos de Grande Expediente e de Lideranças, os seguintes assuntos: 

EDUCAÇÃO - Valter Nagelstein (PMDB) falou sobre seu apreço pela função exercida pelos educadores. Em crítica à reforma na educação municipal, categorizou como impertinente a mudança tomada pela Smed sem diálogo com os professores. O vereador criticou também a doutrinação de políticas ideológicas nas salas de aula e aproveitou o espaço para apresentar um vídeo relacionado ao tema. "Vamos continuar lutando para valorizar a educação, mas não queremos, não podemos e não vamos aceitar o processo de doutrinação nas escolas", frisou. Ele ainda prestou solidariedade e apoio aos professores. (MF) 

DIÁLOGO- Idenir Cecchim (PMDB) disse estar articulando uma comunicação com vereadores de outros partidos para visitar todas as escolas de Porto Alegre, com o objetivo de ouvir e conversar com a comunidade, para que se possa passar informações para o secretário de Educação e para o prefeito. "Vamos ouvir a comunidade do entorno das escolas e fazer aquilo que um vereador tem que ser, tem que fazer." Também falou sobre embates políticos, como pensamentos diferentes podem ser aproveitados em qualquer campo, em benefício de todos. "O diálogo é que vai fazer que a gente tenha uma boa convivência em todas as discussões. Para aprovar um projeto, tem que ter conversa, o parlamento é para parlamentar." O vereador ainda se disse otimista em fazer uma boa caminhada nas questões de educação, saúde e segurança. (MF)

SERVIDORES - Fernanda Melchionna (PSOL) cumprimentou os servidores municipais presentes na Câmara pela grande mobilização e participação nas galerias do Plenário Otávio Rocha. “Estamos aqui para que haja uma cláusula no Estatuto dos Funcionários Público proibindo o parcelamento dos salários”, disse. A vereadora lamentou a posição do secretário municipal da Educação, Adriano Naves de Brito, que, segundo ela, mantém uma postura intransigente dizendo que vai obrigar que as propostas expostas no decreto que altera o tempo dos períodos de aula do Ensino Fundamental sejam cumpridas. Por isso, ela pediu aos colegas para atuarem sistematicamente em favor dos professores, exigindo democracia e discussões. “É lamentável um governo que acha que os trabalhadores são os seus inimigos e que acha que precisa derrotá-los para governar”, encerrou. (CM)

EDUCAÇÃO II – Sofia Cavedon (PT) afirmou que este primeiro dia de aula na rede municipal de ensino de Porto Alegre foi de tristeza. “A cidade da democracia participativa, dos grandes debates culturais e que era vanguarda na ruptura de uma escola tradicional e falida, é agora a cidade onde a escola é desrespeitada e perseguida pelo governo municipal”, disse. A vereadora contou que visitou alguns colégios na manhã desta segunda-feira e comunicou que muitos estão sem porteiro ou guarda municipal e funcionando, apenas, com os professores e a equipe diretiva. "Mesmo assim, os funcionários estão construindo projetos pedagógicos maravilhosos em locais onde a miséria, a falta de serviço público e a violência” fazem parte da realidade. (CM)

VIOLÊNCIA - Claudio Conceição (DEM) perguntou aos presentes no plenário se havia pena de morte no Brasil. Em seguida, relatou o assassinato de um homem de 29 anos na última sexta-feira (3/3), na zona norte da cidade, em uma tentativa de assalto. “Ele estava fazendo doutorado e se negou a entregar a mochila com o computador e todos os seus estudos, e o assaltante atirou na cabeça dele. Para mim, isso é pena de morte”, salientou. O vereador disse que a sociedade está clamando por leis mais rigorosas nas penas atribuídas a homicídio porque os agressores “já vêm com a intenção de levar o nosso bem maior, a vida. A violência está tirando a nossa paz e as pessoas não saem mais com liberdade”. (CM)

EDUCAÇÃO III - Rodrigo Maroni (PR) afirmou que é favorável aos professores pela importância deles na formação da consciência sobre a causa animal. “Não podemos tratá-los como uma categoria inimiga e ideologizada, porque eles têm acesso à informação, estudam, se aprofundam e são muito politizados”, declarou. Ele também ressaltou que a pressão é necessária na política para garantir os resultados. “É na pressão que a coisa acontece porque os períodos eleitorais não representam a população”, disse. Por fim, insistiu que “os professores são fundamentais para a formação de pessoas conscientes”. (CM)

SUBSÍDIOS - André Carús (PMDB) destacou as visitas em escolas municipais, "como forma de oportunizar maior diálogo com a comunidade escolar, ao contrário do que fez o Executivo". Segundo ele, "através do contato com pais, alunos, professores e comunidades, será possível verificar a realidade e as necessidade locais e promover subsídios ao governo e ao Legislativo para trabalhar em prol da qualidade da educação". O parlamentar informou  que encaminhou, "ainda sem respostas", pedido de informação ao Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), para esclarecimentos sobre os problemas que envolvem o cheiro e a cor da água no município; assim como à Guarda Municipal, para saber detalhes sobre escalas do efetivo e viaturas para segurança dos Posto de Saúde da cidade. (AS)

RESPEITO - Prof. Alex Fraga (PSOL), ao citar Paulo Freire, ressaltou a importância do educador à qualidade de ensino, criticando o secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, com relação à falta de capacidade de dialogar com os professores, "com postura autoritária e intransigente".  O vereador contestou as informações do secretário, com relação aos horários e defendeu os serviços e servidores públicos, além de pedir respeito aos professores. (AS)

SALÁRIO - Professor Wambert (PROS) defendeu a importância e a valorização dos professores ao dizer que "não há preço que pague o que o professor transmite em sala de aula". Ele explicou que os professores precisam de tempo para preparar aula, adequar e promover ações em prol do ensino. Pediu maior diálogo com os professores. Além disso, encaminhou pela derrubada do veto ao projeto de lei que visa impedir o parcelamento de salário do funcionalismo público, ressaltando que "reter o salário do trabalhador é um pecado que clama aos seus". (AS)

Texto: Munique Freitas (estagiária de Jornalismo)
           Cleunice Maria Schlee (estagiária de Jornalismo)
           Angélica Sperinde (reg. prof. 7862)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)