Tribuna Popular

Sindicato dos Guardadores de Automóveis ocupa a Tribuna Popular

Representante da categoria pediu a criação de grupo de trabalho para tratar da segurança dos veículos na cidade

Sindicato dos Guardadores de Automóveis de Porto Alegre esclarece a diferença do exercício da profissão de guardador de carro e o flanelinha. Na foto, Capinaré Acosta.
Copinaré Acosta lembrou que muitas pessoas dependem do trabalho como guardadores de veículos(Foto: Débora Ercolani/CMPA)

Em nome do Sindicato dos Guardadores de Automóveis de Porto Alegre, Copinaré Acosta ocupou a Tribuna Popular, na tarde desta quinta-feira (7/11), durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Porto Alegre. Na oportunidade, direcionado aos vereadores e vereadoras da Casa, no Plenário Otávio Rocha, ele apresentou explicações sobre diferenças entre a categoria dos guardadores de veículos e aqueles que são flanelinhas, e pediu pela não tramitação de Projeto de Lei do Executivo que proibe a atividade de guardadores de carros na cidade. O orador também solicitou a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar que trate da segurança veicular na capital. 

“Os guardadores estão legalizados com base em lei federal e municipal”, destacou Acosta, ao relatar que os flanelinhas não têm registro algum. Ainda, conforme disse ele, para os guardadores de carros “a contribuição é espontânea” e “eles geram renda pela confiança e pelo resultado do trabalho prestado”. Por outro lado, como observou o orador, “os flanelinhas extorquem e exercem ilegalmente a profissão”. Em sua fala, Acosta lembrou ainda que os guardadores também trabalham em conjunto com a Brigada Militar há mais de oito anos, os “auxiliando na segurança e na proteção do patrimônio veicular”. Enquanto, por outro lado, os “flanelinhas não chegam nem perto da Brigada”, disse. 

Grupo

“Independente de partido, de ideologia, esta Casa está prestes a cometer um atentado brutal contra os direitos dos guardadores/trabalhadores”, afirmou igualmente Acosta ao fazer referência ao projeto de lei sobre os guardadores. Pelo fato de o projeto proibir a atividade de guardador autônomo ou flanelinha, Acosta mencionou que isso não é justo. Segundo ele, “estamos colocando, numa vala, famílias que vão passar fome e que não vão ter ninguém para abraçar”. Na opinião dele: “temos que aumentar os espaços com a presença de guardadores para inibirmos os flanelinhas”. 

Em sua sugestão pela formação de um grupo de trabalho, Acosta explicou: “Vamos construir um GT cujos componentes: Legislativo, Brigada, Executivo e o Sindicato dos Guardadores possam se organizar, disciplinar e formar um plano municipal de segurança veicular em Porto Alegre”. 

Profissão

Sobre o tema da Tribuna Popular, o vereador Clàudio Janta (SD) destacou sua posição. “Estamos falando de uma atividade profissional que já é regulamentada em lei desde 1975”, salientou Cláudio Janta (SD). Conforme o parlamentar, basta se cadastrar na Secretaria Regional do Trabalho para exercer a profissão de guardador. Por outro lado, narrou ele, “o art. 47 do decreto 3.688/41 determina que, quem exerce ilegalmente a profissão, é um criminoso”. Para finalizar, expressou o vereador, “vamos respeitar essa profissão”. 

Também se manifestaram sobre este assunto os vereadores Professor Wambert (Prós), Adeli Sell (PT), Engº comasseto (PT), José Freitas (Republicanos) e Airto Ferronato (PSB).

Texto

Bruna Schlisting Machado (estagiária de Jornalismo)

Edição

Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)