Vereadores destacam passagem do Dia do Gari

Data é comemorada pelo calendário civil em 16 de maio

  • Período de Comunicações em homenagem ao dia do Gari. Na foto, da esquerda para à direita, o Secretrário Municipal de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário, o vereador Paulo Brum, o Diretor Geral do DMLU, Alvaro de Azevedo e o Secretário Adjunto de Serviços Urbanos, César Hoffmann.
    Ramiro Rosário (e), vereador Paulo Brum, Álvaro de Azevedo e César Hoffman(d)(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)
  • Período de Comunicações em homenagem ao dia do Gari.
    Trabalhadores da limpeza pública acompanharam pronunciamentos(Foto: Leonardo Contursi/CMPA)

O transcurso do Dia do Gari, celebrado em 16 de maio, foi tema do período de Comunicações na sessão ordinária desta segunda-feira (15/5). Com o objetivo de homenagear profissionais responsáveis pelo serviço de limpeza urbana, a Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu representantes da Secretaria de Serviços Urbanos e Departamento Municipal de Limpeza Urbana - DMLU. Para destacar a importância do trabalho realizado por estes trabalhadores, Álvaro de Azevedo, diretor geral do DMLU, falou sobre os serviços prestados e lamentou a falta de reconhecimento por parte da sociedade.

Conforme Azevedo, o profissional da limpeza é considerado um ser invisível por exercer tarefas que parecem simples, e, geralmente, só são percebido quando recolhe todos os tipos de resíduos que a população joga nas ruas. “Por isso, importante registrar a data para fazer uma reflexão. Como seria um dia sem coleta de lixo? Como seria descartar resíduos em dias que não há recolhimento? Como ficariam nossos parques ou festas se os garis não entrassem em ação? ”, questionou.

O diretor 
ainda enalteceu serem estes os profissionais que ajudam a manter a limpeza, a proporcionar um ambiente melhor e uma cidade mais preservada. “Devemos nos lembrar dos garis todos os dias, não só quando a coleta atrasa, ou quando nos deparamos com um foco de lixo. Lá estão eles em todos os lugares, correndo atrás de caminhões de coletas, varrendo ruas, fazendo capinas. O exército cor de laranja”, defendeu. 

Ainda de acordo o diretor geral do DMLU, além de valorizar a presença cotidiana dos profissionais de limpeza, é preciso que a população pense sobre suas ações. “Conscientizar na preservação do meio ambiente”. Ele também aproveitou para convidar a todos para a 26ª Semana da Cidade Limpa, que ocorre de 16 a 20 de maio, com o fim de buscar a conscientização do cidadão na responsabilidade com o meio ambiente. 

Falando em nome da Câmara Municipal, o vereador André Carús (PMDB) também defendeu a valorização do trabalho exercido por garis e ressaltou que estes são os verdadeiros agentes da limpeza pública. Segundo o vereador, com o avançar das décadas surgiram novos equipamentos, que se atribuem também aos perfis das gestões que se estabeleceram no DMLU. Mas disse também que não adianta o poder público desenvolver esforços para qualificar a operação da limpeza urbana se não houver a colaboração da população. “Os garis cumprem um papel fundamental e são invisíveis aos nossos olhos. São eles os responsáveis pela conservação e manutenção da nossa cidade”.

Também estiveram presentes na sessão o secretário municipal de serviços urbanos Ramiro Rosário e o secretário adjunto César Hoffman.

PRONUNCIAMENTOS  

Os vereadores da Câmara Municipal manifestar suas homenagens aos garis e comentaram sobre a situação da limpeza urbana na cidade.

LIXO NA RUA - Adeli Sell (PT) achou importante não apenas reverenciar o trabalho dos garis, mas reverenciar toda uma atividade importante da administração, que segundo ele, é a limpeza urbana que precisamos cada vez mais na medida que uma cidade se desenvolve. Adeli também criticou a sujeira das ruas feita por pessoas, que muitas vezes recai a culpa na prefeitura. “Nós temos que fazer nosso dever de casa”.  O vereador defendeu a separação de resíduos e uma solução para a cidade ter dois tipos de contêiner. (MF)

VALORIZAÇÃO - “Que os garis sejam mais que homenageados, sejam valorizados” declarou Fernanda Melchionna (PSOL), após afirmar que o trabalho realizado por estes servidores é imprescindível para a limpeza da cidade. Ela explicou que nos últimos anos, a categoria tem sofrido com os desmontes do serviço, através da terceirização da limpeza urbana, e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). “Temos que tirar esses trabalhadores da invisibilidade”, que segundo a vereadora é agravada pela imprensa, pelos governos e pela própria Câmara de Vereadores. “Nós lutaremos por um DMLU forte, com políticas de carreira e com uma visão mais voltada para o ambiental”, defendeu. (CM)

LIXO NA RUA II - Moisés Barbosa (PSDB), que possui especialização em Gestão Ambiental, contou que se interessa bastante pelas questões relativas ao meio ambiente ressaltou a importância da profissão de gari. Ele aproveitou para criticar a falta de educação de alguns munícipes de Porto Alegre que “jogam papel de bala, lata de cerveja e bituca de cigarro pela janela do carro, ajudando a entupir os bueiros” e que depois “reclamam da falta de limpeza urbana e da administração pública”. Segundo Moisés essas atitudes não “têm separação socioeconômica” e acontecem em todos os bairros. Por isso, ele se manifestou em nome do Município para pedir desculpas “pela nossa cidade ter uma fatia tão grande de pessoas que jogam lixo nas vias públicas”. (CM)

RESPEITO - Paulinho Motorista (PSB) disse que possui muitos amigos que trabalham como gari e que gostaria de homenagear também os servidores “que não estão aqui [na Câmara] porque estão trabalhando”. O vereador relatou que conviveu bastante com a situação dos garis no centro de Porto Alegre durante os 24 anos em que trabalhou como motorista de ônibus na cidade. “Tem que ter respeito com as pessoas em todas as profissões” disse ao criticar os motoristas que buzinam e não esperam quando os caminhões de lixo e os garis estão recolhendo resíduos nas ruas. “Se parar o Departamento Municipal de Limpeza Urbana, a cidade também para. Por isso, todo o meu respeito aos garis e ao DMLU”, encerrou o vereador. (CM)

LIXÃO - Professor Wambert (PROS) afirmou que os garis fazem um trabalho essencial para a saúde pública da cidade. Além de homenageá-los, denunciou a situação do “Lixão da Zona Norte” localizado na cabeceira da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Avenida Severo Dullius. “Porto Alegre tem um crime ambiental continuado de altíssima gravidade”. Conforme o vereador, no local há “milhões de toneladas de lixo” e duas sangas de chorume que escorrem permanentemente. “Lá tem respiradouros para que os gases produzidos pelo lixo não explodam”. Além disso, conforme disse, o chorume acaba sendo despejado no rio Gravataí, de onde é retirada a água distribuída na cidade. Wambert fez um apelo para que a administração municipal dê uma atenção especial ao problema do lixão. (CM)

LIMPEZA - Tarciso Flecha Negra (PSD) destacou a importância de se manter a cidade limpa. Lembrou que, em 2015, fez um informativo do mandato que prestava informações sobre dias e horários da coleta seletiva nos bairros. "A cada três meses eu levava o informativo aos bairros." Criticou que, no Centro Histórico, os moradores ainda misturam o lixo orgânico e o lixo seco no recolhimento dos resíduos. "No momento de se retirar o lixo de casa, é preciso saber separar os resíduos orgânicos e o lixo seco e saber em quais horários os caminhões de recolhimento passam em cada rua. Os garis são guerreiros que, além da limpeza, têm de separar o lixo. A comunidade tem de ajudar mais para manter a cidade limpa. Os vereadores devem fiscalizar e ajudar a administração." (CS)

PODAS - Idenir Cecchim (PMDB) considerou positivo que esteja ocorrendo o serviço de podas de árvores na cidade. "É um serviço que afeta o dia a dia da cidade. Esses pequenos serviços como os de podas de árvores são importantes porque afetam diretamente a vida dos cidadãos. As pessoas, muitas vezes, não têm a quem apelar para solicitar que estes serviços sejam realizados. A prefeitura precisa atender os moradores que precisam mais e que não são ouvidos." (CS)

Texto de: Munique Freitas (estagiária de Jornalismo) 

                Cleunice Maria Schlee (estagiária de Jornalismo)
                Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)
Edição: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)