- Atualizada em 16/10/2017 09:56

Vereadores ouvem Claro e Oi sobre panorama da telefonia móvel

Reunião da CPI da Telefonia Móvel. Na foto, da esq.: o diretor de Relações Institucionais da Oi, Jaime Borin, a executiva de Relações Institucionais da Oi, Katia Garbin, os vereadores, Cassiá Carpes  (ao microfone) e Adeli Sell e o diretor regional da Claro, Marcelo Vinas Repetto.
Novo esclarecimento das operadoras foi feito na manhã desta quarta-feira(Foto: Candace Bauer/CMPA)

As operadoras Claro e Oi foram ouvidas pelos vereadores Cassia Carpes (PP) e Adeli Sell (PT), que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia Móvel, na manhã desta quarta-feira (13/9), no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal de Porto Alegre. Esta foi a segunda vez que as empresas prestadoras deste serviço esclareceram o motivo da má qualidade dos dados de internet e sinal para ligações de celular na Capital.

De acordo com o diretor regional da Claro, Marcelo Repetto, a empresa conta com 4,200 milhões de clientes em todo o Brasil. “Em Porto Alegre, 84% de nossos usuários possui cobertura 4G. No RS temos um total de 25 lojas, sendo que onze delas estão instaladas na Capital. Possuímos 500 colaboradores no Estado”, afirmou. Ele ainda destacou que aqui foi iniciado um projeto pioneiro. “Temos funcionários da Claro dentro do Procon POA e em outras quatro cidades. Essa iniciativa prevê não só a solução imediata das reclamações, como também feedback. Além disso realizamos regulares e intensivas visitas a todos os Procons do Estado com objetivo de melhorar demandas específicas de cada região”, disse.

A modernização completa em pontos presenciais de atendimento também é uma das frentes para melhor atendimento dos usuários aponta Repetto. “As lojas têm smartfones e tablets disponíveis para que as pessoas experimentem os serviços, esse é um diferencial competitivo, além de que desde maio deste ano, não há mais a tarifação para ligação para outras operadoras, o que gerou a simplificação na fatura dos usuários, ocasionando quedas expressivas de reclamações”, relatou.

A Claro pretende revisitar a planta inteira do país salientou Repetto. “Em 2017 atingiremos a modernização de 50 % de toda a planta do RS, e, em Porto Alegre alcançaremos 70% até 31 de março. Esta frente é atrelada a ampliar da cobertura, ou seja, estaremos presentes em novos pontos”, disse concluindo que atua na Claro desde 2013. “Em mais de oportunidade conquistamos recursos para Porto Alegre, mas por dificultadas e entraves burocráticas encontrados na cidade, tivemos que devolver o dinheiro por não concluímos os projetos no prazo”, finalizou.

Katia Garbin, executiva de relações institucionais da operadora OI, afirmou que a empresa possui 3,900 milhões de clientes no país, sendo 600 mil em Porto Alegre. “Ao longo dos últimos anos, transformamos lojas que eram franquias em lojas próprias. Além disso percebemos uma mudança de comportamento de usuários, que, em sua maioria, preferem fazer ações como recarga, reclamação de fatura e ver como está seu consumo via aplicativo”, ressaltou. 

Ela informou que cada agência do Procon tem uma linha exclusiva com a OI para atendimento. “Isso gerou uma redução de reclamação. No RS temos mais de 5 mil colaboradores”, disse. Ela concordou que as exigências e tempo para licenciamentos na capital geram burocracia. “Nossos investimentos esbarram no tempo que se leva, não há agilidade, conseguimos investimentos, mas se não conseguimos executar no prazo, temos que devolver”, concluiu. 

O vereador Cassiá Carpes agradeceu os esclarecimentos. Já Adeli Sell disse ser muito importante para a CPI saber os problemas, gargalos, exigências e burocracia que as operadoras encontram para melhorar a qualidade do serviço prestado. Ele revelou ainda que o Sinditelebrasil enviou à comissão documento que elenca as principais dificuldades encontradas. 

A CPI da Telefonia Móvel é presidida pelo vereador Valter Nagelstein (PMDB), tem como relatores os vereadores Professor Wambert (PROS) e Adeli Sell (PT). De acordo com Nagelstein, a intenção primordial é apontar as responsabilidades e buscar alternativas que solucionem os principais problemas com relação a essa questão.

Texto: Lisie Venegas (reg. prof. 13.688)
Edição: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)