- Atualizada em 10/07/2017 16:28

Liga pede apoio para emenda no PPA que garante verba ao carnaval

Representante da Liergs lamentou que lei municipal sobre esses festejos não seja cumprida

Tribuna popular. Representante da LIERGS sobe à tribuna popular para falar de projetos de propagação e avanços da cultura popular. Na foto, o dirigente executivo da LIERGS, Alan Carlos Dias da Silva.
Alan da Silva pediu que os vereadores se manifestem sobre o carnaval(Foto: Luiza Dorneles/CMPA)
A Tribuna Popular da sessão ordinária desta segunda-feira (10/7), da Câmara Municipal de Porto Alegre, foi ocupada por Alan Carlos Dias da Silva. Representante da Associação Quilombo Sociocultural Afro-brasileiro e da Liga Independente das Escolas de Samba do RS (Liergs), Silva pediu o apoio dos vereadores para aprovação de emenda apresentada no Plano Plurianual (PPA) que destina verbas para a realização do carnaval na Capital. “Estamos lutando dia e noite pela sua aprovação”, afirmou ao citar que existe lei do próprio Legislativo que trata da realização destes festejos e que não está sendo cumprida.

Conforme destacou Silva, as verbas realocadas pela emenda que a Liergs defende são retiradas de parte do valor destinado à Contingência e gastos de Gabinete do Prefeito. “Não estamos tentando tirar de outras áreas. Jamais cometeríamos essa loucura, somos os próprios beneficiados dessas verbas”, afirmou referindo-se a ações nas áreas de saúde, educação e habitação previstas pelo PPA. “O orçamento para 2018 já contem essa rubrica (carnaval). Os homens das comunidades aguardam reação no sentido de que se cumpra a lei”, pediu o orador. “Acreditamos no Legislativo. Negar isso é negar o direito das periferias, do proletariado, dos negros. Carnaval não é só festejo, é cultura”, completou.  

O representante da Liergs lamentou ainda que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em relação ao carnaval de 2017 não tenha sido cumprido. “O Ministério Público (MP) ignorou isso. Mas, agora tem TAC para desalojar escolas de samba, e o MP vai para a imprensa e faz propaganda enganosa”, lamentou. “As entidades carnavalescas cumprem seus deveres. Se algum dirigente não cumprir, temos que cobrar desse dirigente”, afirmou. “O MP só enxerga a validade do TAC quando é para punir o povo. O não-cumprimento do que é do povo não serve”, disse ainda Silva. “Não vamos nos calar. Não vamos aceitar, sob hipótese alguma que se faça o que estão fazendo conosco”, finalizou, ao pedir uma posição pública dos vereadores para essa questão.

Texto: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)
Edição:  Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)