Plenário

Sessão Ordinária / Comunicações e Lideranças

  • Movimentação de plenário. Na foto, o vereador Adeli Sell.
    Vereador Adeli Sell (PT) (Foto: Luiza Dorneles/CMPA)
  • Movimentação de plenário. Na foto, o vereador Cassiá Carpes.
    Vereador Cassiá Carpes (PP) (Foto: Luiza Dorneles/CMPA)

Na sessão ordinária desta quinta-feira (17/8), os vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre debateram os seguintes assuntos durante o período de Comunicações e nos tempos de Lideranças:

DIÁLOGO – Defendendo maior debate sobre as questões da municipalidade, Adeli Sell (PT) afirmou não estar contente, como integrante de uma bancada de oposição, ao constatar os últimos acontecimentos no governo Marchezan. Segundo Adeli, a cada dia os conflitos se acumulam mais no Paço Municipal. “Se fôssemos uma bancada de oposição tradicional, grenalizada, estaríamos batendo palmas, mas não é o caso”, lamentou. Para o vereador, as ações da Prefeitura em relação à mobilidade urbana da Capital são preocupantes. De acordo com ele, foi encaminhado um requerimento para fazer uma consulta sobre a juridicidade dos projetos que envolvem o Sistema Municipal de Transporte apresentados pela Prefeitura. “Precisamos dialogar e repensar todas as questões da cidade de Porto Alegre". (MF) 

DIÁLOGO II – Cassiá Carpes (PP) disse que acredita na importância do diálogo para melhorar a atual condição do município. “Precisamos debater a situação de Porto Alegre e da Prefeitura”, disse. O vereador também afirmou ter a impressão de que o governo municipal quer implantar o caos na cidade, para depois surgir como ‘salvador’. “Haverá, sem dúvida, um sofrimento muito grande na sociedade porto-alegrense”. Para Cassiá, há necessidade de maior interação do governo com os cidadãos da Capital. (MF) 

SAÚDE – Aldacir Oliboni (PT) comentou reunião realizada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), sobre o despejo do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa) de sua sede. De acordo com Aldacir, o objetivo é realizar uma reunião com os governos do Estado e do Município em busca de uma solução para que a entidade continue atendendo pessoas portadoras da doença.  O vereador também criticou o fechamento do centro de testagem e acompanhamento da Aids no Postão da Cruzeiro. Para ele, a medida prejudica diversos fatores, como a falta de medicamentos necessários e o acompanhamento familiar. O vereador aproveitou para parabenizar servidores e entidades como o Simpa, que lutam contra a privatização do Dmae. “Estamos juntos nesta luta”, afirmou. (MF) 

TRANSPORTE – André Carús (PMDB) destacou a aprovação, por unanimidade, da criação da Frente Parlamentar em Defesa do Meio Passe, que ocorreu na sessão extraordinária de quarta-feira (16/8). Conforme o vereador, foi um momento importante diante da luta de jovens e adolescentes que exigem o direito ao meio passe do transporte público. “Vamos desenvolver um trabalho profícuo e planejar um cronograma de reuniões”, apontou. Para ele, o desafio é garantir um serviço de qualidade para o transporte público que seja condizente com a necessidade da população. Carús falou sobre o projeto de lei recentemente protocolado que trata da Praça Lagos, com grandes dimensões e bastante usada por moradores. “Uma fração desta área pública deve ser considerada área de preservação ambiental”, defendeu. (MF)

REPÚDIO - Valter Nagelstein (PMDB) comunicou que a bancada municipal encaminhou nota de repúdio à bancada federal do PMDB, criticando o apoio ao projeto de Reforma Política. Disse que o processo financia o “sistema corrupto que aí está e aumenta a revolta da população em relação à política”. Para Nagelstein, a democracia brasileira virou uma esfinge que devora a população que não consegue decifrá-la. “Estão acabando com a esperança do voto, que tanto lutamos para reconquistar, desestimulando muitos a não mais votar”, disse. Criticou os deputados que apoiam o projeto de reforma que se baseia do Distritão e no financiamento público de campanhas, citando, entre eles, Vicente Cândido (PT-SP) e Afonso Motta (PDT-RS), e também jornalistas que estimulam a população a não votar mais. “Não podemos negar a política. Ela é o único caminho para sairmos desse buraco”. (MG)

METAS - Clàudio Janta (SD) criticou o presidente Michel Temer por anunciar que irá pedir a elevação da meta fiscal brasileira para R$ 159 bilhões. Lembrou que houve o contingenciamento de R$ 42 bilhões da Saúde e outros tantos recursos, da segurança, da educação e de outros setores essenciais à economia brasileira. “Pior, no mesmo dia anunciou que deverá liberar de R$ 8 a 10 bilhões para emendas dos senhores parlamentares no Congresso”. Janta ainda se mostrou contrário à criação de um fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar as campanhas políticas. “Esses recursos poderiam ajudar hospitais e escolas”, frisou. Por fim, condenou a proposta do presidente de re-oneração da folha de pagamento. Destacou que o povo precisa acordar e não aceitar que isso ocorra às custas do arrocho aos trabalhadores, do sofrimento daqueles que mais precisam do Estado e do sucateamento da indústria nacional.  (MG)

DESGOVERNO - Roberto Robaina (PSOL) manifestou preocupação com o que definiu como o "desgoverno Marchezan". Ressaltou que existe uma crise nacional, mas também um grave problema no Município. Elogiou a mobilização em defesa do Dmae, que contou com vereadores, vereadoras e ex-prefeitos. Criticou o arrocho generalizado aos servidores, as perdas de direitos, como o corte da segunda passagem gratuita do transporte, e a falta de obras nos bairros populares. Também lamentou o enfrentamento sistemático do prefeito a vários setores: ao funcionalismo, aos usuários do transporte, aos carnavalescos e aos agentes culturais, o que leva Marchezan ao isolamento. Por fim, citou o caso da demissão de mais um secretário municipal, por divergência com a linha de ajuste fiscal proposta, e cobrou do Legislativo um posicionamento mais contundente em defesa da população. (MG)

PRIVATISTA - Sofia Cavedon (PT) repudiou qualquer alternativa política que não garanta a proporcionalidade, o financiamento público e o fim das coligações. Criticou o posicionamento dos congressistas e salientou que só a mobilização social pode influenciar e promover mudanças voltadas aos interesses da população. Sobre Porto Alegre, classificou o governo Marchezan de ultraneoliberalismo, acusando-o de buscar “a entrega do patrimônio público como mercadoria ao setor privado”. Disse que o abraço ao Dmae demonstra o crescimento representativo da sociedade contra o projeto do prefeito de alterar a Lei Orgânica para facilitar a privatização do saneamento na Capital. Sofia citou a re-estatização do sistema em Buenos Aires, onde a tarifa subiu, os investimentos foram reduzidos e o governo perdeu protagonismo. Por fim, alertou que a bancada do PT estará mobilizada na defesa da cidadania. (MG)

Textos de: Munique Freitas (estagiária de Jornalismo) 
                  Milton Gerson (reg.prof. 6539)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)