Plenário

Sessão Ordinária/Lideranças

  • Movimentações de plenário. Na foto, a vereadora Mônica Leal
    Vereadora Mônica Leal (PP)(Foto: Giulia Secco/CMPA)
  • Movimentações de plenário. Na foto, o vereador Luciano Victorino
    Vereador Luciano Victorino (PSOL)(Foto: Giulia Secco/CMPA)

Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (3/10), os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre abordaram os seguintes assuntos em tempos de Lideranças:

GOVERNO - André Carús (MDB) apelou que o Legislativo não seja pautado pela vontade ou pela indecisão do Executivo. O apelo deve-se à inclusão ou à retirada do regime de urgência para tramitação de projetos, que se viu nos últimos dias. Além disso, a última reunião de líderes parlamentares antes desta sessão não ocorreu, impedindo a definição da pauta. “Incluir e retirar projetos do regime de urgência é brincar com temas importantes para o cidadão”, criticou. Na sua opinião, o Executivo é o responsável pela imagem de ineficiência que a Câmara estaria passando. "Não sabe perder e não sabe ganhar. Impede o funcionamento célere do parlamento, além de dar a entender que aceitará apenas o seu protagonismo", complementou. (AM)

SAÚDE - Moisés Barboza (PSDB) destacou o trabalho realizado na área da saúde no município pelo secretário Erno Harzheim. As novidades são as equipes de saúde móveis que serão alocadas para atender as regiões das ilhas. Antes disso, porém, participarão do atendimento aos venezuelanos recém-chegados no Estado. Também chamou atenção para o Hospital da Restinga, que, nesta semana, passou a operar com plena capacidade, após a inauguração da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). O hospital dispõe oficialmente de um total de 111 leitos: 101 na internação e 10 na UTI. (AM)

GOVERNO II - “Trancar a pauta do Legislativo é leviano e irresponsável, é a supressão da democracia. O nome disso é autoritarismo”, disse Sofia Cavedon (PT). Ela afirmou que “esta forma de governar tem limite”, complementando com a informação de que a possibilidade de se apreciar o pedido de impeachment do prefeito está próxima e uma parcela considerável da população desaprova a gestão Marchezan Júnior. Sobre os recentes deslocamentos de professores, também criticou o que considerou de desmonte da educação: “Acabou com o esporte, o lazer e a educação. A falta de professores é um prejuízo irreparável”. (AM)

SMED - Aldacir Oliboni (PT) reclamou da "mentira da gestão municipal", que tinha prometido não reduzir nenhum programa da Smed. Todavia, só nestes últimos dias foram mais de 30 professores que retornaram de suas atividades assistenciais para trabalharem na secretaria. Em reunião, o secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, teria afirmado que o deslocamento destes profissionais seria para compensar a falta de educadores que compromete a conclusão do ano letivo nas escolas. Apesar disso, apontou Oliboni, o maior déficit é de professores de Português e Matemática, não de Educação Física. (AM)

LEGISLATIVO - Reginaldo Pujol (DEM) discursou sobre o posicionamento dos vereadores à dicotomia do atual momento eleitoral. “A data próxima à eleição podem explicar algumas das coisas que acontecem na Câmara Municipal. A oposição na Casa se encontra orquestrada”, disse. Segundo ele, há uma “incoerência com a prática legislativa”. O vereador colocou-se junto a alguns colegas em um bloco independente de oposição, mostrando-se contrário, por exemplo, à decisão da Prefeitura de retirar professores de Educação Física dos projetos de lazer nos ginásios da Capital, mas frisou que, sempre se pôs, ao longo dos seus mandatos no Legislativo, em posição de contribuir com o que “fosse possível para que os prefeitos cumprissem sua obrigação com a cidade”, e que, se o prefeito tiver boas medidas, tentará ajudá-lo. (MC)

IDOSOS - Alvoni Medina (PRB) falou sobre a situação dos idosos na Capital e sua visita ao Ginásio Tesourinha, da qual afirmou ter visto o sentimento de tristeza dos que sofreram com a retirada dos professores de Educação Física das atividades de lazer que desempenhavam. O vereador questionou a atuação do secretário municipal de Educação, que, segundo ele, estaria realocando os professores em funções das quais não possuem competência. Disse que o Estatuto do Idoso existe “só no papel”, pois a decisão estaria retirando uma “melhora na qualidade de vida” dos idosos que ocupavam os espaços dessas atividades. Sobre o momento eleitoral, alertou para quem faz uso de falsas promessas de campanha. “Vão olhar para os idosos, vão olhar para as pessoas com deficiência, mas, infelizmente, é propaganda”, criticou. (MC) 

GOVERNO III- Mauro Pinheiro (REDE) agradeceu ao casal Nora Teixeira e Alexandre Grendene pela doação de um veículo no valor de R$ 750 mil, que servirá de unidade móvel de saúde para Porto Alegre e atenderá o Extremo Sul da cidade e a região das ilhas. O vereador elogiou o secretário municipal de Saúde, Erno Harzheim, e fez um apelo para que seja feita a abertura de uma unidade básica de saúde na Zona Norte. Pinheiro também teceu elogios ao secretário municipal de Educação. “A gente vem aqui e bate muito nas coisas errada do governo”, disse o vereador, ao citar o reajuste feitos pela Secretaria Municipal de Educação (Smed) no repasse das escolas infantis em 137%, que, segundo o vereador, fazem um trabalho importante nas comunidades. “O aumento dos repasses é importante para melhorar a qualidade do ensino das nossas crianças e do futuro das nossas cidades”, defendeu. (MC)

EDUCAÇÃO - João Bosco Vaz (PDT) criticou a retirada dos profissionais de Educação Física dos projetos de lazer na Capital e o secretário municipal de Educação, pois, segundo Bosco, teria distorcido as informações de um edital de concurso da Smed de 2008 ao levar ao prefeito. O vereador afirma que o texto previa atuação dos profissionais na rede escolar, educação e lazer, “não somente para a sala de aula”. “Como é que esse secretário não lê isso?”, questionou. Bosco ainda teceu críticas à aposentadoria dos profissionais remanejados, que, segundo ele, quem vai para a SME levam até cinco anos a mais para se aposentar, “pois a lei não considera o ginásio e campo de futebol como sala de aula”. (MC)

TRÂNSITO - João Carlos Nedel (PP) comentou o jogo do Grêmio, ocorrido ontem à noite (2/10), e o desafio de testar o trânsito na hora da partida. “Fiz tanto malabarismo no trânsito. Entrei ali, trancado. Entrei aqui, trancado. Fiz todas as alternativas pela cidade e consegui chegar no jogo às 20h20min. Levei quase duas horas no trânsito de Porto Alegre”, relatou. Isso tudo “porque a Avenida A.J. Renner não está duplicada, e nem a Avenida Ernesto Neugebauer”, mencionou. O vereador contou que se certificou dos motivos por que as obras ainda não começaram. “As obras não começaram porque ainda não saiu a redação final da Casa sobre a lei que inclui a Avenida Ernesto Neugebauer no financiamento das obras”, disse. “Se eu levei todo esse tempo em um evento esportivo, imaginem quantas outras pessoas também demoraram”, considerou. Nedel anunciou que os novos parquímetros estão sendo instalados na cidade e que isso vai melhorar o sistema de estacionamento. (BSM)

PROFESSORES - Mônica Leal (PP) registrou a preocupação dos professores, porque disse ter sido procurada no gabinete dela por um grupo de professores de Educação Física. Também, na última segunda-feira, (1/10), Dia do Idoso, “o presidente da Câmara solicitou que eu recebesse uma comissão de professores de Educação Física e usuários de esportes, de Porto Alegre”, relatou.  “Me pego sem entender o que está acontecendo na cidade. Há mais de 15 anos que não são feitos concursos no esporte e no lazer”, contou. “A transferência de professores afetará 3 mil usuários, e em torno de 10 mil atendimentos deixarão de ser ofertados às comunidades. E é mais que registrada a importância de exercícios na terceira idade”, disse. (BSM)

LUTA - Luciano Victorino (PSOL) destacou a importância do último sábado (29/9). “Milhares de mulheres protagonizaram uma luta contra ele, que propaga o ódio no país. Somos o país que mais mata LGBTs no mundo, que tem a maior taxa de feminicídio e que registra a maior taxa de carcerários”, relatou. “Fomos à luta contra ele, que, em mais de 25 anos de mandato na Câmara Federal, não apresentou nenhum projeto de lei para a segurança pública do Rio de Janeiro”, afirmou. “Temos que ser resistência. Vamos mostrar que, cada vez mais, ocuparemos as ruas do Brasil contra qualquer tipo de retrocesso. Ideias reacionárias não podem ter espaço”, salientou. (BSM)

PROFESSORES II - Clàudio Janta (SD) relatou o caso do professor de Educação Física Luís Felipe da Silveira, de Porto Alegre. “Luís Felipe, que trabalhava com turmas de dança, foi transferido para uma escola do Bairro Intercap. Essa escola é especializada em alunos surdos, mas Luís não tem capacitação em libras”, noticiou. Além disso, “estão pegando professores de Educação Física para ministrar aulas de Português e Matemática”, disse. Contudo, “a decisão do Ministério Público orientou que não se mexessem nos professores regentes e naqueles que atuam em praças e ginásios”, relatou. “O prefeito simplesmente pune nossas crianças e idosos que vivem nas periferias. Ele não gosta de pobre e, realmente, tem dificuldade em legislar para pessoas mais humildes. Até agora, não fez contratações emergenciais e nem concursos”, lembrou. (BSM)

Texto: Alex Marchand (estagiário de Jornalismo)
          Matheus Closs (estagiário de Jornalismo)
         Bruna Schlisting Machado (estagiária de Jornalismo)
Edição: Claudete Barcellos (reg. prof. 6481)