Plenário

Sessão Ordinária / Lideranças e Comunicações

  • Movimentação de plenário. Na foto, vereadora Lourdes Sprenger.
    Vereadora Lourdes Sprenger (MDB)(Foto: Débora Ercolani/CMPA)
  • Movimentação de plenário. Na foto, vereador Dr. Goulart.
    Vereador Dr. Goulart (PTB)(Foto: Débora Ercolani/CMPA)

Os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre, durante os períodos de Comunicações e Lideranças da sessão ordinária desta quinta-feira (11/7), trataram dos seguintes temas:

ALVARÁS - Adeli Sell (PT) pediu o apoio dos demais parlamentares para encaminhar um documento conjunto à Prefeitura exigindo o cumprimento da Lei do Mobiliário Urbano, aprovada em 2018. “A lei está em vigor; no entanto, há uma barreira que se colocou na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico”, afirmou, relatando a dificuldade enfrentada na emissão e na renovação de alvarás para bancas de revistas, flores e frutas. Ele destacou que, ao passo que os comerciantes não conseguem alvarás, o “centro é tomado por vendedores ilegais". (ALG)

ATERROS - Lourdes Sprenger (MDB) fez o relato de sua participação, na condição de representante do Legislativo Municipal, em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa sobre a situação dos aterros sanitários no Rio Grande do Sul. “Este é um tema que interessa a todo o estado. Já se foi o tempo em que os resíduos das cidades eram depositados em lixões sem o devido cuidado do poder público”, afirmou. Conforme a vereadora, a atividade contou com a apresentação de dados técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e com a participação do Ministério Público, que orientou os municípios a criarem consórcios públicos nas áreas de saúde e meio ambiente para viabilizar o cumprimento das legislações pertinentes.  Disse ainda que Porto Alegre foi citada como uma das capitais pioneiras na coleta seletiva. (ALG)

HOMEM - Dr. Goulart (PTB) anunciou a campanha de seu mandato, em parceria com membros do Instituto Nacional da Próstata (InPrós), para que o Hospital Parque Belém passe a ser o Hospital do Homem e do Idoso. “Os homens não contam com apoio para o diagnóstico e o tratamento de suas doenças, em especial do câncer de próstata. Nem morrer com dignidade o homem pode, pois não há nem cuidados paliativos nessa área”, afirmou. Para o parlamentar, o município precisa retomar o Hospital Parque Belém e colocar sua estrutura em funcionamento para a população, sendo instituição de referência para o cuidado da saúde do homem e do idoso, assim como existem hospitais de referência para a saúde infantil e das mulheres. (ALG)

PROJETO - Adeli Sell (PT) saudou a presença de Ciro Gomes no plenário, destacando sua importância na discussão sobre a democracia no país e sua dedicação ao estudo da economia brasileira. “É hora de debater qual país queremos. Poderíamos estar disputando a liderança mundial, mas hoje, infelizmente, o governo federal prefere se submeter ao governo norte-americano. Brigamos com o principal consumidor do Brasil, que é a China, e, por razões ideológicas, ficamos afrontando os países de visão muçulmana. É uma visão rasa da economia”, afirmou. Para o vereador, é necessário debater um projeto para o país, assim como para Porto Alegre, nas eleições de 2020.  (ALG)

PRIVATIZAÇÃO - Aldacir Oliboni (PT) destacou uma pesquisa recente na qual uma grande maioria percebeu que o atual governo não consegue operacionalizar as questões da população. Tanto do governo federal, estadual e municipal, quanto as políticas públicas passam por esses governos como algo difícil de manter. “E percebemos que, neste último semestre, o governo Marchezan perde a responsabilidade de ser um gestor público tentando terceirizar e abrir concessões.” Segundo ele, no governo do estado, se autoriza a privatização de estatais que não estão deficitárias e promovem a inclusão. “Aqui, na Capital, o anexo do Hospital de Clínicas tem seus recursos congelados. Neste semestre, nós, porto-alegrenses que estamos no campo da esquerda, não temos nada a comemorar. Precisamos devolver à população um serviço público de qualidade”. (PB)

PREVIDÊNCIA - Mendes Ribeiro (MDB) falou sobre a aprovação em primeiro turno da aprovação da Reforma da Previdência. E aplaudiu os deputados federais que votaram a favor do projeto. “Principalmente os deputados gaúchos que representam a todos nós. Fizeram a pavimentação de um futuro melhor para o nosso país. O grosso da aposentadoria vem dos que mais precisam de educação, segurança e infraestrutura.” Conforme o vereador, “a guerra ainda não foi vencida, mas estamos no caminho”.

CASTRAÇÃO - Lourdes Sprenger (MDB) comentou a polêmica sobre as casinhas de cachorro colocadas nas calçadas de uma comunidade local. “A política que envolveu essa situação foi tão grande que gerou acusações para o Executivo. Não sou favorável aos animais comunitários. Sou a favor da castração, e a construção na calçada do passeio público não é legal. O encaminhamento deve ser para adoção e microchipagem.” Conforme a vereadora, muito tempo foi perdido através de um abaixo-assinado, mas é preciso esclarecer os fatos. (PB)

HOMENAGEM - Engenheiro Comasseto (PT) fez referência à homenagem da Câmara à revista Voto, "pautada na liberdade de imprensa e da democracia no nosso país”. Também prestou homenagem ao jornalista Paulo Henrique Amorim, falecido ontem, "que honrou a sua postura e não se dobrou de sempre dizer a verdade”. Comassetto também saudou a visita à Câmara do pedeitsta Ciro Gomes, ex-candidato a presidente da República. Lamentou também que o Congresso Nacional tenha aprovado ontem o projeto da nova Previdência e afirmou que a Constituição brasileira "foi rasgada". (PB)

REFORMA - Cassiá Carpes (PP) disse ser democrático. “Embora com opiniões diferente,s eu sempre busco o respeito. Sou admirador do Brizola e do Getúlio. O último, por exemplo, construiu dois partidos, um dos trabalhadores e outro das elites. Ele defendia que sem a industrialização não teria o emprego e propunha a união entre o trabalhador e o empresário”, afirmou. O parlamentar também fez referência à votação da reforma da previdência, que ocorreu ontem em Brasília. “Apenas três deputados não compareceram, acho que nem no impeachment da Dilma estavam tantos presentes. Aliás, o próprio partido não defende a Dilma, mas defende o Lula, que está preso.” Cassiá concluiu afirmando que Bolsonaro terá de fazer muitas reformas, pois hoje, no país, temos quase 13 milhões de desempregados. (LV)

Texto

Priscila Bittencourte (reg. prof. 14806)
Lisie Bastos Venegas (reg. prof. 13688)
Ana Luiza Godoy (reg. prof. 14341)