- Atualizada em 09/06/2016 15:11

Projeto Cultura Doadora é destaque na Câmara

Ação é desenvolvida pela Fundação Ecarta

  • Período de Comunicações Temático: Cultura Doadora. Na foto: Professor Marcos Fuhr
    Fuhr explicou campanha da Fundação Ecarta(Foto: Guilherme Almeida/CMPA)
  • Período de Comunicações Temático: Cultura Doadora. Na foto: Chefe da Central de transplantes do RS Dr. Cristiano Franke
    Franke parabenizou a entidade pela iniciativa(Foto: Guilherme Almeida/CMPA)

O período de Comunicações Temáticas da Sessão Ordinária da tarde desta quarta-feira (8/6) na Câmara Municipal de Porto Alegre discutiu o projeto Cultura Doadora, que é promovido pela Fundação Cultural e Assistencial Ecarta e tem como objetivo estimular a solidariedade e difundir a cultura de doação de órgãos e tecidos na sociedade.

O presidente da Fundação Ecarta, entidade instituída pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), Marcos Fuhr, falou sobre o projeto e afirmou que ele tem o intuito de sensibilizar a sociedade gaúcha e brasileira. “Estamos longe do índice de doação de países mais desenvolvidos, por isso queremos instituir no Brasil uma cultura de doação de órgãos e tecidos” disse Fuhr.

Responsável pela Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, o médico Cristiano Franke parabenizou a Ecarta pela iniciativa e reiterou sua importância. “Uma doação significa ajudar alguém a voltar a ter uma vida normal”. O músico gaúcho King Jim, que realizou um transplante de fígado, frisou que o tema deve ser tratado pelas famílias e pelas escolas. “Muitas pessoas sequer têm informações sobre isso, por isso o assunto deve ser discutido, pois a fila para doação é muito grande” alegou.

Pelos vereadores, o primeiro a se manifestar foi Adeli Sell (PT). Ele também defendeu que o tema seja tratado nas escolas e sem qualquer tipo de preconceito, afim de formar futuros doadores. Dr. Tiago Duarte (DEM) afirmou que é necessário aprimorar a estrutura da saúde pública. “É preciso desenvolver a assistência que se dá aos transplantados melhorando o atendimento nas Unidades de Tratamento Intensivo nas pequenas e grandes cidades”. Já Sofia Cavedon (PT) ressaltou a importância das campanhas de doação de órgãos e sugeriu que sejam realizadas na Câmara Municipal. “Vamos fazer todos os esforços para inverter essa fila, para que tenham mais órgãos à disposição do que pessoas que necessitam deles”.

João Bosco Vaz (PDT) falou que os transplantados possuem dificuldades em conseguir medicamentos porque, muitas vezes, a Farmácia do Estado não possui o remédio. “Um único laboratório tem o medicamento e custa a entregar ou então as licitações demoram e o transplantado é prejudicado”. Rodrigo Maroni (PR) mostrou que 7.898 órgãos foram doados em 2014, mas que 46% das famílias ainda se negam a doar. “Espero que em 100 ou 200 anos tenhamos percentuais totais de doação. Existem conjuntos de testes e avaliações que confirmam a legalidade do processo de doação de órgãos”.

O vereador Reginaldo Pujol (DEM) declarou que a importância da doação de órgãos tem que ser compartilhada por todos, inclusive por quem não pode doar, como o próprio vereador, devido à idade. Tarciso Flecha Negra (PSD) falou, emocionado, de seu irmão, que também era transplantado: “Eu tive um irmão que fez um transplante de medula óssea e permaneceu quase 12 anos vivo”. Flecha Negra também citou o caso do desconhecimento, por parte da população, sobre como funciona a doação de órgãos: “Muitas vezes, as pessoas têm medo porque não sabem como funciona. Por isso, é importante essa divulgação”. Por fim, o vereador e presidente da Frente Parlamentar de Incentivo à Doação de Órgãos e Sangue, Márcio Bins Ely (PDT), declarou reconhecimento e apreço ao movimento, afirmando que “precisamos de iniciativas como essa, que concretizam a cultura doadora”.

Texto: Ananda Zambi (estagiária de Jornalismo)
           Paulo Egidio (estagiário de Jornalismo)
           Cleunice Schlee (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)