Plenário

Sessão Ordinária / Lideranças

Vereador Mendes Ribeiro.
Vereador Mendes Ribeiro no Plenário Otávio Rocha(Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Na sessão ordinária desta quinta-feira (5/7) da Câmara Municipal de Porto Alegre, os seguintes assuntos foram abordados por vereadores e vereadoras, no período de Lideranças:

CANTINAS – “Subo aqui nesta tribuna, não para fazer uma crítica, mas para propor uma reflexão”. Ao fazer esta afirmação, Mendes Ribeiro (MDB) citou a aprovação unânime, na Assembleia Legislativa, de projeto de lei que proíbe a venda de refrigerantes, balas e salgadinhos em cantinas escolares das redes pública e privada do Rio Grande do Sul. “Será que o estado tem de interferir mais uma vez desta forma na vida das pessoas”, questionou o vereador. Mendes Ribeiro lembrou ainda que propostas da vereadora Sofia Cavedon (PT), sobre colocação de sal em mesas de restaurantes, ou da vereadora Mônica Leal (PP), de proibição de venda de energéticos para menores, foram amplamente criticadas na imprensa. “Pelas mesmas pessoas que hoje elogiaram esse projeto”. (HP)

SERVIÇO - Sofia Cavedon (PT) utilizou a tribuna em defesa da atuação de empresas públicas do Estado. Segundo ela, as empresas podem contribuir com uma gestão de serviços qualificada, na garantia de um bom serviço para a população gaúcha. Ao falar sobre o fechamento da empresa Concepa, devido a não renovação de contrato e falta de controle de receitas, Sofia afirmou que a EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias) pode assumir o trabalho realizado pela antiga empresa responsável. Para a vereadora, a medida não só garantiria empregos, mas a redução da tarifa de pedágio e a manutenção das vias. "Queremos que a EGR assuma o trecho que a Concepa deixou desguarnecida", declarou, afirmando que o retorno será público e positivo. (MF) 

PACOTE - “Ontem fizemos uma coletiva de imprensa aqui na Câmara para publicizar nosso posicionamento perante a conduta apresentada pelo prefeito. Pretendemos, com isso, fazer uma oposição responsável. Como vereadores, sabemos que nem sempre iremos concordar com as propostas do governo, mas neste caso, com 16 projetos, a própria base do governo saiu dividida sobre a proposta de alteração do IPTU”, justificou Aldacir Oliboni (PT), lamentando a afirmação do prefeito, que considerou que o projeto não seria aprovado por causa da oposição ideológica do PT. Reiterou que ele e outros vereadores do partido já dialogaram com o prefeito Nelson Marchezan Jr, explicando-lhe que consideram justos os impostos progressivos. “Além desta questão, o próprio pacote simboliza uma atitude antidemocrática, já que não se discutiu previamente com os servidores que serão afetados”, concluiu. (AM)

Textos: Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)
            Munique Freitas (estagiária de Jornalismo) 
             Alex Marchand (estagiário de Jornalismo)

Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)