COMUNICAÇÕES

Instituto pró-doação de órgãos apresenta trabalho e pede apoio

50ª Sessão Ordinária da 4ª Sessão Legislativa Ordinária.  Tribuna Popular, Período de comunicações e ordem do dia. TRIBUNA POPULAR Educandário São João Batista. Presidente Jandira Freire. COMUNICAÇÕES Instituto ViaVida.  Dra. Maria Lucia Elbern
Presidente do Instituto Via Vida prestou esclarecimentos e divulgou campanha pela doação de órgãos(Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA)

A presidente do Instituto Via Vida participou do Período de Comunicações desta quinta-feira (17/9). Maria Lúcia Kruel Elbern explicou que o trabalho da organização é aumentar o número de transplantes e apoiar as pessoas que estão na lista de espera por uma doação. Agradeceu à proponente do período, vereadora Cláudia Araújo (PSD), e à vereadora Comandante Nádia (DEM) e ao presidente Reginaldo Pujol (DEM) pela iluminação verde do prédio do Palácio Aloísio Filho, sede da Câmara, numa referência ao Setembro Verde, de incentivo às doações. Ela lembrou que o instituto não recebeu repasse algum da prefeitura referente às emendas dos vereadores ao orçamento da cidade e que, com a pandemia de Covid-19, houve queda no número de transplantes e aumento das mortes em lista de espera, além de todos os eventos beneficentes, palestras em escolas e feiras terem sido cancelados, prejudicando as doações e a arrecadação de recursos. Maria Lúcia informou que o Via Vida conta com cerca de 70 voluntários. Disse também que cada doador de órgãos e tecidos pode beneficiar 30 pessoas e salvar nove vidas e que 90% das doações acontecem com base na manifestação anterior do falecido para sua família. Que apenas 1% das mortes pode resultar em possíveis doações. Das cerca de 90 mil mortes anuais no Rio Grande do Sul, só 800 ou 900 tornam-se aptas ao procedimento. Que apenas com informação correta as pessoas podem se livrar dos mitos, fantasias, boatos e preconceitos e passarem a ser doadores em potencial. Defendeu o aumento no número de médicos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) dos hospitais e de enfermeiros preparados para realizar as entrevistas com as famílias de possíveis doadores. Afirmou que é preciso ter consciência de que, na hora da dor, do sofimento e da morte, todos somos iguais, como está sendo agora muito claro com a pandemai da Covid-19; pensarmos se o destino vai fazer com que venhamos a ser doadores ou receptores de órgãos, já que é quatro vezes mais provável alguém vir a precisar da doação de um órgão do que se tornar doador de um; e questionarmos o papel de cada um de nós neste processo. No final de sua manifestação, explicou a diferença entre coma e morte encefálica. 

Texto

Joel Ferreira (Reg. Prof. 6098)

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