Plenário

Sessão Ordinária / Lideranças

Movimentação de plenário.
Plenário Otávio Rocha na tarde desta quinta-feira(Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Durante o período de Lideranças, na sessão ordinária desta quinta-feira (12/12), os vereadores e vereadoras trataram dos seguintes temas:

INSEGURANÇA - Roberto Robaina (PSol) disse que o caráter das medidas votadas atualmente na Câmara e discutidas na Assembleia Legislativa é o mesmo. Segundo o vereador, o partido do prefeito e do governador promove insegurança e crise durante o mês de dezembro. “Trazem medidas recessivas pensando em como atacar o serviço público, mas nunca pensam em fazer como os mais ricos pagarem pela crise que eles fizeram”, apontou. Robaina elencou como “uma barbaridade” o projeto que pretende reduzir a carga horária dos cobradores de ônibus da capital. O vereador também fez críticas ao governo estadual. “Não aumentam a taxação de heranças e não cobram os sonegadores, além de não pagarem os salários em dia”, citou. Robaina alertou a população, antecipando uma provável paralisação dos rodoviários na próxima segunda-feira.

EDUCADORES - Márcio Bins Ely (PDT) procedeu à leitura de Moção de Apoio a Servidores do Estado e contra proposta do governador Eduardo Leite, que propõe mudanças em planos de carreira de funcionários. O vereador apontou algumas dificuldades da categoria, como os cinco anos sem reajustes salariais, o fato do magistério gaúcho ter o segundo pior salário base do Brasil, salários parcelados há 47 meses e o aumento no índice de suicídio entre educadores. Bins Ely disse que o objetivo do Governo é apenas colocar os pagamentos em dia, sem previsão de algum reajuste, além de que levará a qualidade do ensino nas escolas para níveis mais baixos. O vereador ainda alertou que o projeto pode levar ao fechamento de escolas em comunidades carentes e que em breve não terá interessados em seguir a carreira de educador no Rio Grande do Sul.

APOIO - Adeli Sell (PT) reiterou que sua bancada colocou-se em total apoio à greve dos servidores estaduais. Segundo Adeli, o pacote proposto por Eduardo Leite é ilegítimo e lembrou que foi aprovado empréstimo para o pagamento do 13º salário dos servidores e criticou os gastos do Estado com publicidade. “Nós estamos de olho”, alertou. O vereador disse ainda que a prefeitura “não cuida de árvore, arbusto, não cuida das pessoas”. Adeli citou também a eleição de Greta Thunberg para personalidade do ano na Revista Times como uma luz no horizonte da estrela Terra e exclamou “muita gente tem medo dessa pirralha e medo da juventude, por isso atacam a educação pública de qualidade. Estamos com o povo, seja na rua ou parlamento, não vão nos derrotar”, completou.

SANEAMENTO - Moisés Barboza (PSDB) trouxe decreto editado na segunda-feira (9/12), que, segundo ele, “é um decreto simples, mas que significa muito para o desenvolvimento da cidade”. O texto traz novidades a respeito de licenças ambientais já existentes, mais precisamente, em suas prorrogações. A partir do decreto, não há mais a necessidade de análise técnica para a renovação, caso o empreendedor solicite com, no mínimo, 30 dias de antecedência. O vereador parabenizou a desburocratização e diz que é uma medida “importante para quem trata de gestão”. Moisés também trouxe o resultado favorável de votação, em Brasília, que aprovou texto-base do projeto de lei do saneamento básico, e lembrou que 50% do esgoto não é tratado no Rio Grande do Sul e que as metas de aprovação dos futuros contratos exigem planos de cobertura de 90% de água potável e esgoto até 2033. “É uma causa da população, questão de saúde, desenvolvimento e educação ambiental”, completou.

Texto

Rian Ferreira (estagiário de Jornalismo)

Edição

Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)