PLENÁRIO VIRTUAL

Sessão ordinária / Lideranças e Comunicações

Fachada da Câmara Municipal. Palácio Aloísio Filho.
Fachada da Câmara Municipal. Palácio Aloísio Filho.(Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre, durante os períodos de Lideranças e Comunicações da sessão virtual desta segunda-feira (15/06), trataram dos seguintes temas:

CRÍTICAS - Adeli Sell (PT) insistiu na importância do debate e lastimou que "colegas tenham votado contra questões de transparência e direito administrativo". O vereador disse que "o prefeito desdenhou, como vem fazendo ao longo do seu mandato, de boas proposições que foram levadas por nós (oposição)". Adeli frisou que "não somos iniciantes, amadores, oportunistas" e "já mostramos que podemos fazer a cidade andar para frente". Para o petista, o prefeito Nelson Marchezan Jr. nada faz sobre a questão dos ônibus e "se tornou um porta-voz da ATP" e "não fiscaliza um contrato que está sendo desrespeitado de A a Z". Adeli lembrou que não foram abertos os espaços dos ginásios Gigantinho e Tesourinha para abrigo dos moradores de rua, conforme ele havia sugerido. O vereador da oposição criticou o líder do governo, Mauro Pinheiro (PL), chamando-o de "truculento" e "arrogante" e alegando que "não me misturo com aqueles que se vendem por cargos de confiança". (RF)

OLHO - Mauro Pinheiro (PL) mostrou-se surpreendido com as últimas atitudes do vereador Adeli Sell (PT), dizendo que ele "entrou numa linha de ataques pessoais a mim e a outros vereadores". Pinheiro diz que o petista "não tem moral para falar em denúncia no Ministério Público". O líder do governo criticou seu ex-partido e atual sigla de Adeli, dizendo que "infelizmente fiz parte do Partido dos Trabalhadores". Pinheiro pediu respeito a ele e a todos os vereadores da Casa, alegando que Adeli "não tem coragem para falar olho no olho" e também mostrou-se contrário a Aldacir Oliboni (PT). "Eu tive coragem de sair desse partido de ladrões", completou. (RF)

CONSENSO - Lourdes Sprenger (MDB) disse que "pudemos ouvir o prefeito e fazer as devidas perguntas". A vereadora sente "que nós estamos com os ânimos exaltados, estamos muito tristes pela situação que passa o mundo", e devemos "pensar menos em ideologia e chegar a consenso favorável para a população". Lourdes mostrou-se preocupada com as perdas de empregos e vidas na cidade e lembrou de alguns segmentos importantes, como a área da saúde e do transporte de alimentação. A vereadora disse que está sensibilizada "com tantos pedidos de pessoas em dificuldades e que esse projeto (aprovado na sessão virtual de 15/06) vai contemplar essas pessoas". Lourdes finalizou fazendo um pedido aos vereadores: "Vamos tocar nosso serviço em prol de Porto Alegre com menos ódio e mais amor no coração". (RF)

PREOCUPAÇÃO - Para Clàudio Janta (SD), "nós estamos apreensivos por não poder nos reunir, pelo que estamos vendo, pela forma dos encaminhamentos na nossa cidade". Pediu aos colegas "um pouco de paz e amor no coração" e que não se leve para o dia a dia a carga da pandemia. Segundo o vereador, "todos nos programamos pra algo que seria 15 dias, no máximo", mas "preocupa muito a nossa cidade estar tomando as providências necessárias para a vida e não estamos conseguindo trazer a região metropolitana para essa política". Janta disse que "não adianta Porto Alegre ser ilha de excecção, criar critérios de consumo e aglomeração e ali do lado as coisas estarem funcionando como se nada tivesse acontecendo". Janta disse que é necessário "trazer a população para essa luta, serem agentes de fiscalização" e que é o "momento de termos calma, refletir" para que "passemos juntos fora de questões ideológicas por um bem maior, que é a vida". (RF)

CONFLITOS - Adeli Sell (PT)  disse que sempre dialoga com a mesa diretora de modo especial, lembrando que é dever dos vereadores fazer “mais e melhor”. Falou que tem colaborado muito com a CCJ e que não está nervoso. “Quando reclamo do prefeito é porque não consigo entender a falta de resposta. Se Mauro Pinheiro (PL) está bravo é problema dele. Se ele se arrepende de ter feito parte do PT, é uma avaliação dele. Eu não me arrependo.” O vereador falou também sobre o líder do governo estar muito “turbulento” com a sua pessoa. “Sou um sujeito que faz de tudo para conseguir um debate. Passei, nesse mandato, muito tempo sem apresentar um novo projeto. Mas já conversei com o presidente Reginaldo Pujol (Dem) sobre o Plano Diretor e disse que quero ser um dos principais colaboradores.” (LMN)

 

TRANSPORTE - Karen Santos (PSol) reiterou uma denúncia em nome dos usuários de transportes coletivos na capital. “É um desrespeito. Tanto de decreto municipal quanto estadual sobre a circulação desses transportes. É uma situação de calamidade, principalmente nesse momento de aumento de contágio da Covid-19 e de outras doenças respiratórias. Isso faz aumentar a possibilidade de contágio dentro das comunidades.” Pediu um posicionamento dos vereadores e do Ministério Público e disse que “sem pressão popular, o parlamento e o judiciário não andam”. Karen comentou também sobre as empresas estarem descumprindo o edital e que muitas devem milhões para os caixas públicos. “Além de tudo, o governo dificulta o acesso à informação. Se as UTIs lotarem, sabemos que é o povo pobre que irá sofrer.” (LMN)

 

CUIDADO - João Bosco Vaz (PDT) disse que a vereadora Karen Santos (PSol) trouxe muitas verdades a respeito do transporte público, mas que é necessário ser cuidadoso nessa questão. “Não podemos tomar uma posição radical. Em 1989, com Olívio Dutra na prefeitura, também eram contra os empresários. Mas fizeram uma intervenção radical no transporte público de Porto Alegre que resultou em um prejuízo de mais de R$ 300 milhões aos cofres públicos.” Ele falou ser parceiro para encontrar soluções para isso, mas pede cuidado. Para finalizar, comentou sobre o decreto que determina o fechamento dos escritórios de advocacia e disse concordar com a ideia de não realizar os 15 dias de recesso na Câmara. (LMN)

FUNDO - Cassiá Carpes (PP) saudou os colegas pelos trabalhos do dia e os parabenizou pela votação do Fundo Municipal do Coronavírus. “Haverá a transferência de renda aos cidadãos atingidos pela pandemia. Eles são os mais necessitados e precisam do governo”, destacou Carpes. Além disso, o progressista comentou sobre a importância de o prefeito Nelson Marchezan andar mais junto da Câmara e falou das notícias do Executivo, sobretudo neste período de pandemia. Carpes relatou que muitas pessoas vêm do interior por causa dos hospitais da Capital. Salientou, portanto, no que trata da Covid-19, que “temos que saber quem é do interior, saber as informações direito”. Por fim, o parlamentar relatou o seu otimismo e disse que, comparada a outras cidades, Porto Alegre está bem. (BSM)

ATIVIDADES - Cassio Trogildo (PTB) observou as atividades do Legislativo Municipal. Mencionou que o prefeito Marchezan tem legitimidade, mas “é neste parlamento que estão os 36 vereadores da cidade”. Para tanto, Trogildo falou que a Câmara tem cumprido a sua missão. “No dia 16 de março, o Executivo ainda não tinha definido pelo isolamento social, e a Câmara, numa reunião inédita, decidiu pelo cancelamento presencial das atividades”. Em que pese isso, Trogildo grifou que “em nenhum momento deixamos de trabalhar, de debater projetos, de legislar”. Por fim, o vereador relatou a sua sugestão para que Marchezan compareça, pelo menos, de 15 em 15 dias na Casa. Cumprimentou, também o presidente da Câmara, vereador Reginaldo Pujol, que “com seus mais de 80 anos tem participado ativamente das reuniões virtuais de Porto Alegre”. (BSM)

Texto

Rian Ferreira (estagiário de Jornalismo)
Lara Moeller Nunes (estagiária de Jornalismo)
Bruna Schlisting Machado (estagiária de Jornalismo)

Edição

Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)