TRIBUNA POPULAR

Projeto Social Angelina Luz pede por fiscalização no Certa

  • Tribuna popular com o Projeto Social Angelina Luz. Na tribuna, Érika Rocha, presidente do projeto.
    Tribuna popular com o Projeto Social Angelina Luz. Na tribuna, Érika Rocha, presidente do projeto (Foto: Johan de Carvalho/CMPA - Uso público, resguardado o crédito)
  • Tribuna popular com o Projeto Social Angelina Luz.
    Famílias atípicas acompanharam a sessão das galerias (Foto: Fernando Antunes/CMPA - Uso público, resguardado o crédito)

No período de Tribuna Popular da sessão ordinária desta segunda-feira (31/03), da Câmara Municipal de Porto Alegre, a presidente do Projeto Social Angelina Luz, Érika Rocha, compareceu para abordar a importância da inclusão, dos direitos e das políticas públicas voltadas para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), bem como as pautas fundamentais para a comunidade autista de Porto Alegre. “Venho falar daquilo que muitos tentam esconder, a dor e o descaso que atravessam a vida das nossas crianças e das nossas famílias atípicas”, afirmou.

Érika criticou o Centro de Referência do Transtorno Autista (Certa), por ser, na prática, “um centro de violação de direitos”. Destacou a questão da falta de vínculo terapêutico, o desrespeito da rotina e a rotatividade de profissionais, insalubridade na estrutura do local e falta de recursos. “Não é possível a gente chamar isso de referência e mais, as mães que cobram são tratadas como estorvo, o centro que deveria cuidar, adoece, o centro que deveria ouvir, silencia”, denunciou. 

Também falou sobre a perseguição institucional à sua figura por representar os direitos das mães de famílias atípicas. “Isso é crime e eu quero deixar muito claro, os vereadores foram colocados nessas cadeiras aqui pelo povo. O Certa precisa ser fiscalizado com rigor porque ele não pode seguir sendo o maior palanque político de Porto Alegre, ao custo de vidas, nossos filhos são vidas, não são objetos”, apontou. Ela solicitou a realização de uma oitiva na Casa para que as famílias sejam ouvidas em relação ao Certa e finalizou: “nós somos resistência e vamos seguir sendo resistência”.

Texto

Brenda Andrade (estagiária de Jornalismo)

Edição

Andressa de Bem e Canto (reg. prof. 20625)