Plenário Virtual

Sessão Extraordinária Virtual - Lideranças

Sessão Ordinária  remota com os vereadores.
Vereadores e vereadoras estiveram reunidos de modo virtual nesta segunda-feira(Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Porto Alegre, durante os períodos de Lideranças na sessão extraordinária virtual desta segunda-feira (22/6), trataram dos seguintes temas:

PREOCUPAÇÃO - Clàudio Janta (SD) enfatizou os muitos comerciantes, empreendedores e porto-alegrenses que estão sendo punidos por conta da parcela da população que “abarrota” a Orla, a Usina do Gasômetro, a Redenção, o Parque Germânia, a Praça da Encol e outros lugares da capital aos finais de semana. “Temos comércios que estão cumprindo tudo, com termômetro, tapete, e aí se vê esses absurdos”, disse. “Até os playgrounds dos condomínios estão fechados”. Ele salientou sua preocupação com a Covid-19 e sugeriu que deveria haver uma determinação comum entre o prefeito Nelson Marchezan Júnior e o governador Eduardo Leite, extensiva à região metropolitana. Janta também sugeriu que fosse dado poder ao povo para a fiscalização das medidas contra o coronavírus. (BSM)

TRANSPARÊNCIA - “Precisávamos de tempo e fôlego para organizar o sistema de saúde, e o porto-alegrense não teve dúvidas em se sacrificar”, destacou Mendes Ribeiro (DEM). Ele citou investimentos governamentais e de empresários, assim como a destinação de recursos hospitalares “para que nossos regramentos, quanto ao distanciamento, não fossem tão cruéis como os lockdowns”. Mendes questionou, todavia, a falta de informação, dados e transparência quanto aos recursos recebidos pelo município. “Nos proporcionaram quantos leitos? Quais serviços e equipamentos?”, indagou, ao manifestar que a população não tem embasamento sobre nada disso. Na opinião do vereador, ninguém consegue viver e se organizar com esse “vai e vem de decretos”. “As pessoas precisam seguir com segurança para que lá na frente não tenhamos um impacto infernal dessa crise que estamos vivendo”. (BSM)

FALTAS - Cassiá Carpes (PP) relatou que tem sentido uma preocupação de todos os vereadores por informações e recordou sobre a questão da saúde nesta época do ano. Disse que todos os anos há problemas nos hospitais neste período. “Em 2019, o Hospital Conceição chegou a 129,69 % de acesso; o Clínicas, a 236,59 %; o São Lucas, a 188,24 %; ou seja, sempre teve a questão do excesso devido ao clima e a nossa umidade alta”, informou. No entanto, Carpes considerou que Porto Alegre foi um dos primeiros municípios a decretar calamidade pública. Então, “ou se prepararam muito mal, ou estão errando agora”. Mais uma vez, o vereador evidenciou a falta de leitos, de dinheiro e, inclusive, de guardas-municipais pela rua da cidade. (BSM)

PUBLICIDADE - “Não foi por falta de aviso que a Câmara, desde o início, tem insistido para que o governo apresentasse o número de leitos compatíveis com a população, a compra de respiradores e EPIs para os servidores da Saúde”, iniciou Aldacir Oliboni (PT). Para o vereador, o governo tem gastado com publicidade, ao passo que deveria fazer o dever de casa com as pessoas que apresentam os sintomas do coronavírus. “Só que até hoje nos foi apresentado somente 17 mil testagens”, lamentou, ao informar que “o mais triste é que, em nível federal, ainda estamos sem ministro, e mais de 50 mil pessoas já perderam as suas vidas, e mais de um milhão contraíram o corona”. Oliboni lamentou não haver um plano de combate à pandemia. “Depois de pegar o dinheiro do Fundo da Saúde, para a publicidade, Marchezan incorre na improbidade administrativa”. “Onde vamos parar”, questionou. (BSM)

TRANSPARÊNCIA - Lourdes Sprenger (MDB) endossou a fala de seus colegas vereadores. Disse que não estão tendo transparência e que é um absurdo ler pela imprensa os gastos que estão sendo retirados da saúde para serem utilizados em publicidade. “A periferia não está conscientizada, basta dar uma circulada por lá. Temos que aumentar a fiscalização, como estava sendo feita no início, com os carros da Guarda Municipal orientando as pessoas.” A vereadora também retomou seu projeto sobre aferição de temperatura e falou sobre o desemprego. “É muito triste, dá pena. A crise já está aí, e sabemos que as pessoas não querem gastar dinheiro.” Finalizou falando sobre trazer novamente os secretários para esclarecimentos, pois a transparência a respeito da aplicação de recursos é necessária. (LMN)

DECEPÇÃO - Alex Fraga (PSol) disse que esteve muito atento à live do Marchezan. “Fiquei decepcionado. Mudamos para bandeira vermelha e foram poucas as alterações nas restrições.” Falou também sobre estar indignado com o fato de o prefeito dizer para a população utilizar os espaços públicos para convivência. “Ele foi leviano e imprudente. Isolamento social em bandeira vermelha significa menor circulação possível. A situação não está boa, e não queremos que chegue ao ponto de mudar para preta, com um lockdown.” Mencionou também o gasto elevado em publicidade que, segundo ele, deveria ter sido utilizado para comprar respiradores. “Andar de marcha ré é colocar toda a população em risco.” (LMN)

 

PREFEITO - Valter Nagelstein (PSD) disse que o prefeito liberou a orla porque é a única coisa que ele tem para mostrar no seu governo. “É um grito de socorro, não é culpa das pessoas. Foi imposto inicialmente um isolamento social com prazo de validade, mas já estamos nessas há 90 dias. Submeter as pessoas em prisão domiciliar é muito difícil.” Falou também sobre a incompetência do prefeito de não ter comprado respiradores e preparado mais leitos com antecedência. “O gestor escolheu gastar R$ 4 milhões em publicidade ao invés de salvar vidas e comprar respiradores. Ele está cometendo um crime de responsabilidade e deve responder por isso.” (LMN)


FISCALIZAÇÃO -
Paulinho Motorista (PSB) falou sobre  a situação do transporte público na cidade de Porto Alegre. “Linhas foram canceladas e agora os ônibus estão cada vez mais lotados. Recebemos inúmeras mensagens e vídeos, precisamos fiscalizar mais isso. A situação está cada vez pior, com os hospitais mais cheios e com menos vagas na UTI e respiradores disponíveis.” O vereador comentou também sobre a questão do desemprego e dos pequenos empreendedores. “Não adianta ficar fiscalizando o comércio e não fiscalizar a orla lotada nos finais de semana. Não estamos em uma situação em que podemos simplesmente sair para passear.” (LMN)

ORLA – Mauro Zacher (PDT) disse concordar com a preocupação dos colegas, diante da denúncia de utilização de recursos da saúde para gastos em publicidade. Concordou com Valter Nagelstein (PSD) sobre a falta atitude do governo e fiscalização para as aglomerações em espaços públicos e lembrou que, no caso da Orla, o prefeito usa indevidamente essa obra como se ela fosse um cartão postal para a sua reeleição, sem que tenha sido projetada, financiada e executada no seu governo. "Ele apenas a inaugurou". Zacher disse que o prefeito está perdido: "não usou o período de baixa transmissão da pandemia para enfrentar a questão do transporte público, para a compra de respiradores e ampliação de leitos em UTIs, uso obrigatório de máscara e outras medidas que poderiam fazer a diferença agora". (MG)

TRANSPARÊNCIA – José Freitas (Republicanos) disse que falta transparência do governo, que não responde claramente aos pedidos de informações dos vereadores."Gráficos apresentados são falhos, pois não demonstram a realidade do conjunto da cidade, mas apenas aqueles hospitais conveniados com a prefeitura". Freitas afirmou também que os gastos exorbitantes com publicidade impressionam, especialmente por saber que poderiam ser investidos em leitos e respiradores. "Faltam com a verdade ou não tem controle sobre equipamentos de proteção individual, pois afirmam que não há falta, quando na verdade não chegam ao destino", destacou ao citar o caso dos conselheiros tutelares, que tem comprado máscaras e outros EPIs com seus próprios recursos. O vereador finalizou com a afirmação de que a Câmara não pode ficar omissa diante dessas denúncias e que deve tomar providências. (MG)

REINADO - Adeli Sell (PT) se disse satisfeito com clareza dos vereadores sobre a postura do prefeito Marchezan, que em sua opinião deseja se tornar o Rei Luiz XIV, e até mudou a propaganda “Porto Alegre prá frente” para “Porto Alegre prá sempre”. Adeli disse que Marchezan tem um projeto autoritário de quem não responde pedidos de providências e de informações. "O PT está estudando com profundidade questões como a licitação do Mercado Público e gastos com publicidade, no período da pandemia, com mais de R$ 4 milhões, sendo R$ 3,5 milhões do Fundo Municipal da Saúde". O vereador cobrou prestação de contas dos recursos repassados pela Câmara ao Executivo e mais fiscalização com equipes unificadas, com guarda municipal e fiscais da antiga Smic para coibir aglomerações e atividades irregulares. Adeli finalizou afirmando que assina pedido de impedimento. (MG)

Texto

Bruna Schlisting Machado (estagiária de Jornalismo)
Lara Moeller Nunes (estagiária de Jornalismo)
Milton Gerson (reg.prof. 6539)

Edição

Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)