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Cedecondh encaminha regularização de energia para vila Santo André

Lia levou demandas da comunidade à comissão Foto: Mariana Fontoura
Lia levou demandas da comunidade à comissão Foto: Mariana Fontoura
Nos próximos dias, a Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos (Cedecondh) da Câmara Municipal de Porto Alegre enviará à Prefeitura pedido de autorização para que a CEEE possa instalar rede de energia elétrica provisória na Vila Santo André, bairro Humaitá. Por telefone, durante a reunião da comissão, o secretário de Governança Local, Cezar Busatto, comunicou que tão logo receber o pedido da Cedecondh enviará à CEEE a solicitação para o trabalho. A exigência da autorização da Prefeitura foi apresentada pelos técnicos da companhia que estiveram no encontro ocorrido nesta terça-feira (29/5) na Câmara.

Além do problema de energia elétrica na vila, que já ocasionou vários incêndios, os moradores apontaram outras demandas da comunidade: melhor recolhimento de lixo e de abastecimento de água, ação para combater insetos e ratazanas, definição de quando as 149 famílias cadastradas no Piec serão removidas e extensão da linha de ônibus que atende o bairro até um local mais próximo da vila. A parada mais próxima hoje, segundo eles, fica a 500 metros da vila, obrigando as crianças a percorrer uma longa distância para ir até a escola.

"Vivemos numa situação de calamidade pública. Não tem mais como viver lá", desabafou Lia Paim, líder comunitária da Vila Santo André. "Vemos obras milionárias serem feitas ao nosso redor, mas a situação da vila só piora. A comunidade vive lá há 30 anos e agora está sendo sufocada pelos problemas com energia, lixo e transporte."

Lixo

O DMLU prometeu melhorar o recolhimento do chamado rejeito, lixo gerado pelo material que não é aproveitado no galpão de reciclagem existente no local. O órgão informou que o recolhimento do lixo domiciliar é feito três vezes por semana e que a coleta dos rejeitos da reciclagem é feita em dois dias. Os moradores, porém, reclamaram que a coleta é insuficiente, gerando acúmulo de lixo nas ruas e junto ao valão, que está tomado por resíduos e pode transbordar com as chuvas.

Água

Técnicos do Dmae se comprometeram a fazer uma visita amanhã à vila para avaliar a possibilidade de instalar uma rede de água nos moldes do Programa Conta Social. Pela proposta, o Dmae substituiria o sistema atual, de abastecimento com caminhões-pipa que levam água até caixas instaladas dentro da vila. Seria instalada então uma rede dentro da vila, com hidrômetros apenas para medição do consumo, sem cobrança pelo uso. Os moradores, por sua vez, ficariam responsáveis por construir redes levando a água destes hidrômetros até suas casas.

Animais

A Secretaria dos Direitos dos Aminais (Seda) informou que não tem condições de recolher todos os animais de rua existentes no local. Comprometeu-se, no entanto, a agendar ações de vermifugação e de esterilização dos animais, o que evitaria doenças especialmente nas crianças e também a proliferação de novos animais.

Ônibus

A EPTC informou que não tinha conhecimento do pedido da comunidade de instalação de uma parada de ônibus em frente à vila. Reconheceu que o ponto final de linhas que atendem à região fica distante. O órgão se comprometeu a estudar uma alternativa que contemple a demanda da comunidade.

Reassentamento

Conforme o Demhab, há realmente 149 famílias cadastradas no Piec que serão transferidas para a Vila Liberdade, entre o bairro Mário Quintana e a Vila Tecnológica. "As obras devem iniciar no fim de 2013 e estar concluídas em 18 meses", disse Bárbara Baungarten, que representou o órgão. Ela informou ainda que as famílias serão reassentadas na Vila Liberdade porque no Humaitá não há terrenos disponíveis hoje para construir um loteamento na região. Quanto às demais famílias não contempladas nem com o Piec nem com o Minha Casa, Minha Vida, Bárbara disse que reunião do Comitê de Gerenciamento da Prefeitura, no próximo dia 15 de junho, vai tratar do assunto.

Vereadores

Participaram da reunião os vereadores Maria Celeste (PT, presidente da comissão), Engenheiro Comassetto (PT), Kevin Krieger (PP), João Bosco Vaz (PDT) e Nelcir Tessaro (PSD), todos da Cedecondh, além de Toni Proença (PPL) e Sofia Cavedon (PT). "O objetivo desta reunião foi o de encontrar soluções que pelo menos minimizem os problemas daquela comunidade. Devido a problemas de energia, por exemplo, três casas incendiaram na semana passada", lembrou Celeste. Comassetto sugeriu que no próximo dia 8 de junho a Cedecondh faça nova visita à vila para verificar se as demandas da comunidade apresentadas hoje foram atendidas. Tessaro garantiu que há áreas sim no próprio bairro para assentar os moradores e sugeriu à comunidade que faça pressão junto ao poder público para que os assente na própria região. 

Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)